[Verse 1]
Todo junho eu volto pra lá
Pernambuco me chama pelo nome
Quatro Rufino na beira do chão
Com chapéu, riso e fome
Na varanda a mãe já viu
A mesa posta, o milho no fogo
E o vento traz de longe
Esse tempo que eu nunca reprogo
[Pre-Chorus]
Quando a noite cai no terreiro
O coração bate forte demais
É a mesma estrada de barro
Nos levando de volta aos pais
[Chorus]
Rufino, Rufino, vem cá
Rufino, Rufino, meu chão
São João aceso no peito
E a festa inteira na mão
Rufino, Rufino, vem cá
Ouço o passado chamar
Bacamartes riscando o céu
Pra família não se apagar
[Verse 2]
Meu irmão chega rindo no portão
Outro traz a sanfona na hora
O mais velho afina a memória
E o caçula dispara e chora
Tem espiga, tem bolo, tem dança
Tem o nome bordado na voz
E o estrondo do bacamarte
Abraçando o sertão pra nós
[Pre-Chorus]
Quando a noite cai no terreiro
O coração bate forte demais
É a mesma estrada de barro
Nos levando de volta aos pais
[Chorus]
Rufino, Rufino, vem cá
Rufino, Rufino, meu chão
São João aceso no peito
E a festa inteira na mão
Rufino, Rufino, vem cá
Ouço o passado chamar
Bacamartes riscando o céu
Pra família não se apagar
[Bridge]
No meio da fumaça e da reza
Eu vejo meu avô sorrir
Dizendo que a força da casa
É saber nunca desistir
Então eu ergo a minha voz
Pra manter o vínculo aceso
Se o mundo muda de roupa
Meu sertão continua preso
[Chorus]
Rufino, Rufino, vem cá
Rufino, Rufino, meu chão
São João aceso no peito
E a festa inteira na mão
Rufino, Rufino, vem cá
Ouço o passado chamar
Bacamartes riscando o céu
Pra família não se apagar