[Intro]
[Verse]
Nas terras secas de Pernambuco o sol desperta primeiro
Os irmãos Rufino levantam poeira no solo guerreiro
A enxada corta o silêncio que o gado vem saudar
Na lida bruta que o destino teima em desenhar
O suor escorre no rosto queimado da labuta
É o sangue da gente vencendo a eterna disputa
Mãos dadas no cabo da ferramenta e na fé
Mantendo o orgulho de pé na base do café
[Pre-Chorus]
O aboio ecoa no vale chamando a memória
Do tempo que o vento escreveu nossa própria história
É um grito que vem do peito rasgando o sertão
Pela força do braço e a união do coração
[Chorus]
Rufinos da roça raiz desse chão de espinho
Onde o amor da família ilumina todo o caminho
A saudade aperta quando o horizonte se estende
Mas a alma nordestina é chama que nunca se rende
Irmandade sagrada forjada no barro e no sol
Nossa herança guardada no brilho do girassol
[Verse]
Quando a noite traz o frio e a lenha começa a queimar
A fogueira de São João faz o povo todo dançar
O fole da sanfona puxa o forró no terreiro
Esquecendo a dor do dia nesse ritmo certeiro
Milho assado e sorriso no rosto de quem é fiel
Olhando as estrelas bordadas no azul desse céu
A resiliência é o manto que a gente costuma usar
Para cada tropeço um motivo novo pra cantar
[Chorus]
Rufinos da roça raiz desse chão de espinho
Onde o amor da família ilumina todo o caminho
A saudade aperta quando o horizonte se estende
Mas a alma nordestina é chama que nunca se rende
Irmandade sagrada forjada no barro e no sol
Nossa herança guardada no brilho do girassol
[Chorus]
Rufinos da roça raiz desse chão de espinho
Onde o amor da família ilumina todo o caminho
A saudade aperta quando o horizonte se estende
Mas a alma nordestina é chama que nunca se rende
Irmandade sagrada forjada no barro e no sol
Nossa herança guardada no brilho do girassol
[Outro]