Janela que Transborda
Pela janela entra o vento,
traz a saudade que não tem jeito,
bagunça o quarto, bagunça o peito,
revolve o que ficou guardado —
amor, lembranças, tudo misturado.
pela janela ,traz saudades que não tem fim
Dói, sim, essa dor que arde fundo,
mas a paixão não se apaga no mundo,
é força que nasce do que se perdeu:
resiliência que cresce, que vence, que é sua.
Quando o coração já não aguenta,
a prece sobe leve, atenta —
anjos se achegam, fazem morada,
Deus ouve, acolhe, traz acalento,
alívio que chega devagar, sem pressa,
como paz que transborda,
e faz da janela passagem de luz,
não só de lembranças, mas de esperança.
bagunça o quarto o pensamento
mexe no amor que mora em mim
dor vem aperta forte
mas resiliência e o meu norte
faço preces ergo os olhos
Deus me enche de acalento
alívio que vem por ouvir
tudo em me trabordz
não só a dor que existe em mim
a paz que a fé me aborda
quando a esperança persiste