João Francisco nasceu no alto sossego
Lugar distante, mas era o seu aconchego
Casa simples, o vento cantava na serra
E o cheiro de mato cobria aquela terra
Com o pai, com a mãe e seus irmãos pequenos
Foi parar em Santo Alexo, nos tempos mais incertos
Lá na cidade a vida foi mais apertada
Saudade do sítio doía na madrugada
*[Refrão]*
Ai, destino que leva e que traz de volta
Quem é raiz no mato, não se solta
João voltou pro seu chão, pro seu lugar
Pro sítio Sossego pra recomeçar
Hoje planta café, colhe alegria
Com os irmãos do lado todo santo dia
*[Verso 2]*
Passaram dificuldade, noite sem dormir
Mas a fé no coração não deixou cair
O tempo foi passando, a vida deu uma volta
E chamou João Francisco pra voltar pra roça
Hoje cedo ele acorda com canto de sabiá
Café no fogo, conversa pra não acabar
A lavoura tá bonita, o sol nasce dourado
É na simplicidade que vive abençoado
*[Refrão]*
Ai, destino que leva e que traz de volta
Quem é raiz no mato, não se solta
João voltou pro seu chão, pro seu lugar
Pro sítio Sossego pra recomeçar
Hoje planta café, colhe alegria
Com os irmãos do lado todo santo dia
****
Não troco meu sossego por riqueza na cidade
Aqui eu tenho paz, tenho fraternidade
Se a vida me levou, foi pra me ensinar
Que felicidade mesmo é no lugar que a gente tem raiz[Ponte]
*[Refrão Final]*
Ai, destino que leva e que traz de volta
Quem é raiz no mato, não se solta
João voltou pro seu chão, pro seu lugar
Pro sítio Sossego pra recomeçar
Hoje planta café, colhe alegria
Com os irmãos do lado todo santo dia