(É mais uma do batorezinhooooooo, João lobisomemmmmmm)
Quando a lua cheia aparecia
Fechava a porta e o quintal.
Lá no alto da estradinha,
Um uivo cortava o ar…
Era o João Lobisomem
Que começava a rondar.
Corre, corre, fecha a janela,
Que a lua clareou o sertão!
Lá vem João pela estrada,
Faz tremer cada portão.
Mas quando o galo canta
E o sol começa a nascer,
João volta a ser João…
E ninguém sabe o que fazer!
Dizem que ele era um sujeito
De bom coração, afinal,
Mas a lua transformava
Seu passeio em vendaval.
As galinhas se escondiam,
Os cachorros: “au, au, au!”
E o povo, atrás da cortina,
Espiava o matagal.
Corre, corre, fecha a janela,
Que a lua clareou o sertão!
Lá vem João pela estrada,
Faz tremer cada portão.
Mas quando o galo canta
E o sol começa a nascer,
João volta a ser João…
E ninguém sabe o que fazer!
Numa noite, uma menina
Deixou cair seu lampião;
João parou, ficou quietinho
E ajudou com a sua mão.
Desde então, na lua cheia,
O povo escuta o seu uivado…
Mas já sabe que o mistério
Tem um lado atrapalhado!
Corre, corre — ou fica na janela,
Que a lua clareou o sertão!
Lá vai João pela estrada,
Já não assusta o coração.
Quando o galo canta cedo
E o sol aparece outra vez,
Mauá da Serra dá risada:
“Até a próxima lua cheia, João!”