No balanço das águas
no murmúrio dos rios
está a mãe andina
cumprindo a sua sina
com o seu desafio fazendo o caboclo seu canoeiro em pleno banzeiro no remo ligeiro sentir o arrepio Vento forte que vem lá do norte balançando a mata e assanhando as águas assustando e temorizando o navegador Valei-me, nosso Senhor cauda de peixe, seio de donzela lábios corados como a rosa Seu cabelo liso e longo é seu véu seus olhos bonitos têm o azul do céu Chora, chora, mãe andina Chora lágrimas cristalinas Corpo de menina, seus olhos são minas por onde passar formarão grande mar.