LÁGRIMAS DE UM PAI
[Verso 1]
Quando a verdade bateu na porta,
meu coração quase parou.
Aquilo que eu jamais imaginava,
dentro da minha casa chegou.
Eu olhei para minha filha,
e não consegui esconder a dor.
Por dentro eu estava em guerra,
mas me lembrei do meu Senhor.
[Pré-refrão]
Minhas mãos queriam reagir,
minha mente queria gritar,
mas uma voz dentro de mim dizia:
“Meu filho, deixa Eu te sustentar.”
[Refrão]
São lágrimas de um pai,
caindo diante do altar.
Eu luto contra mim mesmo
pra não deixar o velho homem voltar.
Eu quero justiça, Senhor,
mas não quero me perder.
Segura as minhas mãos,
não me deixe o ódio vencer.
São lágrimas de um pai,
que só queria proteger.
Se eu não posso apagar a dor,
me ensina como permanecer.
[Verso 2]
Quantas noites sem dormir,
quantas perguntas dentro de mim.
“Por que isso aconteceu?”
“Como essa história chegou até aqui?”
Eu queria ter percebido,
queria antes ter chegado.
E o coração de um pai pergunta:
“Será que eu poderia ter evitado?”
Mas então eu ouço minha filha,
e preciso continuar de pé.
Ela precisa do meu abraço,
precisa saber que eu ainda tenho fé.
[Pré-refrão 2]
Porque se eu deixar a raiva me dominar,
posso ferir quem precisa de proteção.
Então eu dobro os meus joelhos
e entrego a Deus minha indignação.
[Refrão]
São lágrimas de um pai,
caindo diante do altar.
Eu luto contra mim mesmo
pra não deixar o velho homem voltar.
Eu quero justiça, Senhor,
mas não quero me perder.
Segura as minhas mãos,
não me deixe o ódio vencer.
São lágrimas de um pai,
que só queria proteger.
Se eu não posso apagar a dor,
me ensina como permanecer.
[Ponte – mais forte]
Meu velho homem quer voltar,
quer me fazer perder a razão.
Mas eu me lembro da cruz,
e seguro a minha emoção.
Eu não vou fazer justiça com as próprias mãos,
não vou deixar o pecado governar.
Minha filha precisa de um pai de pé,
e não de um homem a se destruir pela ira.
Cristo, domina o meu coração!
Cristo, segura a minha mão!
Que a minha dor não vire vingança,
que a minha revolta não mate minha esperança!
[Clímax]
Eu choro, Senhor!
Mas continuo de pé!
Eu sangro por dentro,
mas não vou abandonar minha fé!
Cuida da minha filha!
Cura o coração dela!
E cura também este pai
que chora escondido por trás desta janela!
[Refrão final]
São lágrimas de um pai,
caindo diante do altar.
O velho homem está gritando,
mas Cristo não vai deixar voltar.
Eu quero justiça, Senhor,
e quero minha filha restaurada.
Que a verdade venha à luz,
e que ela nunca seja culpada!
São lágrimas de um pai,
mas também lágrimas de fé.
Enquanto Deus me der forças,
por minha filha eu continuarei de pé.
[Final – suave]
E se amanhã eu acordar chorando,
me lembra, Senhor, quem eu sou.
Eu não sou mais aquele homem...
o velho homem ficou para trás.
Eu sou um pai...
sou teu filho...
e ainda estou de pé.
Por ela.
Por justiça.
E pela graça de Cristo.