(Verso 1)
Na vida aprendemos que ser forte
É nunca poder falhar,
É calar o próprio pranto
E fingir que vai aguentar.
(Verso 2)
Mas tudo isso não tem real valor,
Não é força nem grandeza:
É só vestir uma armadura
Que sufoca a nossa natureza...
Aquela que precisa de descanso ao cansar,
Que tem o direito de chorar na dor,
E pedir ajuda para se levantar.
(Refrão)
Eu me permito ser frágil para ser forte,
Não visto a couraça para disfarçar;
O que é pesado para carregar,
Eu ponho de lado para me abraçar.
(Verso 3)
Ter coragem de olhar para dentro,
De admitir que a alma cansou,
De baixar a guarda e os limites
Respeitar quem já lutou.
Soltar o fardo que não pertence
A quem só quer dar conta de tudo,
Achando que a falsa resiliência
É o escudo do nosso mundo.
(Refrão)
Eu me permito ser frágil para ser forte,
Não visto a couraça para disfarçar;
O que é pesado para carregar,
Eu ponho de lado para me abraçar.
(Ponte)
O peito já não é muralha,
A alma não quer mais rastejar;
Acabou a falsa batalha,
É hora do coração repousar.
(Verso 4)
A esperança não apaga as cicatrizes,
Mas faz lembrar com carinho e luz
Que nenhuma tempestade dura para sempre,
E que a vida de novo conduz.
Aceito as críticas, com paz no olhar...
Valorizo laços reais,
Pois eles nos amam na fraqueza.
(Refrão Final)
O que é pesado para carregar,
Eu ponho de lado para me abraçar.
Pois tenho forças
Pra recomeçar.