[Intro]
Passei por dias que ninguém viu
Com o peso do mundo colado ao peito
[Verso 1]
Havia contas na mesa e frio no quarto
Promessas partidas guardadas num casaco
Eu dizia “amanhã” só para aguentar
Mas cada passo parecia não sair do lugar
Vi amigos a partir sem dizer adeus
E escondi as feridas atrás dos meus “está tudo bem”
A noite era longa, o silêncio maior
Mas dentro do medo ainda havia uma voz
[Pré-Refrão]
Disse-me baixo: não vais ficar aí
Mesmo sem forças, ainda estás aqui
[Refrão]
Eu caí, mas levantei-me outra vez
Com a dor a ensinar-me quem eu sou
Se o mundo fechar portas, eu arrombo três
Não desisto, não, já não volto ao chão
Eu caí, mas levantei-me outra vez
Cada cicatriz tornou-me mais forte
Hoje caminho de frente, sem esconder
O que quase me matou mudou a minha sorte
[Verso 2]
Já não corro da memória dos dias maus
Levo-os comigo, mas não mandam mais
Aprendi que a demora não é fracasso
E que até o coração cansado dá mais um passo
Mãe, eu sei que viste o medo no meu olhar
Agora vês a chama que eu consegui guardar
Não foi milagre, foi suor e solidão
Foi juntar os meus pedaços com as próprias mãos
[Pré-Refrão]
Disse-me baixo: não vais ficar aí
Mesmo sem forças, ainda estás aqui
[Refrão]
Eu caí, mas levantei-me outra vez
Com a dor a ensinar-me quem eu sou
Se o mundo fechar portas, eu arrombo três
Não desisto, não, já não volto ao chão
Eu caí, mas levantei-me outra vez
Cada cicatriz tornou-me mais forte
Hoje caminho de frente, sem esconder
O que quase me matou mudou a minha sorte
[Ponte]
Se amanhã trouxer outra tempestade
Eu já conheço o caminho de volta
Não preciso de sorte, preciso de verdade
E a minha vontade ainda não está morta
[Refrão Final]
Eu caí, mas levantei-me outra vez
Agora ninguém me tira a voz
Do fundo do poço encontrei os meus pés
E fiz da queda uma ponte para nós
Eu caí, mas levantei-me outra vez
Mesmo cansado, continuo a correr
Enquanto houver sangue a bater no peito
Eu não desisto, eu volto a vencer
[Outro]
Eu volto a vencer
Ainda estou aqui