LINHAS TORTAS
(Verso 1)
Andei por ruas que o tempo apagou,
Pisando em memórias que a vida deixou.
Carrego no peito o peso de crescer,
Porque toda escolha faz algo morrer.
Vi tantos sorrisos tentando esconder
As cicatrizes que ninguém consegue ver.
Tem dor que o silêncio prefere guardar,
E noites inteiras difíceis de atravessar.
(Pré-Refrão)
Mas o tempo transforma ferida em direção,
E até o caos encontra razão.
(Refrão)
Porque a vida é feita de linhas tortas,
O vento que fecha também abre portas.
Entre despedidas e noites vazias,
O acaso costura as nossas vidas.
Quando o chão faltar e a lágrima cair,
O tempo ensina o coração a seguir.
E mesmo na dor que insiste em ficar,
Sempre existe um motivo pra recomeçar.
(Verso 2)
Lembrei daqueles olhos na plataforma,
Daquela promessa perdida na memória.
Amores que o destino levou sem avisar,
Deixando a saudade no mesmo lugar.
A gente aprende a sobreviver,
Finge estar bem pra não transparecer.
Mas o coração nunca esquece por inteiro
Quem já foi abrigo em meio ao nevoeiro.
(Pré-Refrão 2)
E mesmo distante no passar dos anos,
Alguns sentimentos sobrevivem aos danos.
(Ponte)
Numa tarde comum, sem explicação,
O destino mudou a direção.
Um rosto perdido em meio à multidão,
Parou o tempo dentro do coração.
O olhar tremeu, faltou reação,
Como se o passado voltasse à mão.
E o acaso, em silêncio, mostrou pra nós
Que certas histórias nunca chegam ao fim.
(Refrão Final)
Porque a vida é feita de linhas tortas,
O vento que fecha também abre portas.
Entre despedidas e noites vazias,
O acaso costura as nossas vidas.
Quando tudo parecer se desfazer,
O próprio tempo faz florescer.
E no meio das dores que o mundo traz,
A esperança encontra um jeito de voltar.
(Outro)
As dores me ensinaram a caminhar,
Os adeuses me ensinaram a valorizar.
E nesse reencontro que a vida escreveu,
Entendi que o amor nunca se perdeu.
O acaso aproxima...
O tempo amadurece...
E a vida continua.