(Verso 1)
Pai, como eu posso explicar…
Não consegui suportar
As dores, os medos — me fizeram paralisar
O que o Senhor fez? Nada de errado, não!
Ao contrário: senti‑me amada, protegida no Teu coração
Fostes o único que ouve, que entende quem eu sou
(Verso 2)
Então me tira daqui — não quero mais ficar
Se eu pudesse escolher, pediria para me levar
Pois se fosse por mim, eu fugiria, sim…
Se tivesse coragem — mas coragem eu não tenho, nem pra sair
Pois diante do inimigo, me vejo culpada, condenada à morte
Já dei trabalho demais… e parece que vai ser ainda mais forte
Ter que deixar ele dominar — quando Tu tocaste o meu interior
Reconstruístes tudo e me deste um lugar onde eu pertenço, Senhor!
(Verso 3)
Mas a minha mente corre — pensamentos sem parar
Mil ideias passando, e ninguém eu consigo falar
Os problemas crescem, tudo pesa mais e mais
Guardo tudo fechada — não consigo mostrar nem contar
E o inferno não para: acusa, perturba, inventa, confunde
Coloca vozes dentro de mim, dizendo: “nunca vai conseguir, não!”
Mexe com tudo, me faz crer que eu falhei e não tenho salvação…
(Ponte)
Mas eu lembro — eu guardo Tua palavra no meu peito!
A promessa que fizeste, que não tem fim nem defeito:
Em Apocalipse, vinte e dois, versículo quatro — eu sei:
Toda lágrima, Senhor, Tu vais enxugar e levar
Não haverá mais choro… e eu quero voltar
Voltar a ser como era antes — no Teu colo, descansar!
(Refrão)
Tu tocaste as minhas estruturas, me deste raiz e lugar
O inimigo mente forte — mas Tu és a verdade e o meu lugar
Mesmo paralisada, com medo e sem voz pra falar
Eu lembro da Tua promessa: um dia tudo vai passar
Sem dor, sem acusação — eu vou voltar
Como eu era antes… só em Ti, meu Pai, descansar!
(Final)
Pai… como eu posso explicar?
Só Tu sabes — só Tu ouves e entendes
Eu pertenço a Ti. 🤍