Eu sou da cidade,
mas queria morar na roça.
Na roça é divertido,
tem várias coisas legais.
Cultivar a natureza,
sentir o nascer do sol,
andar a cavalo
e pescar de anzol.
Não ter preocupação,
sem hora e sem celular,
pegar uma cadeira
e ver meus filhos brincar.
Tomar um café quentinho
na caneca de alumínio,
ouvir várias histórias
e ver meus avós sorrindo.
A vida simples da roça
é gostosa de viver,
é a escola da vida
que temos que aprender.
O trabalho é duro,
a mão fica calejada,
cultivando minha terra
com uma enxada pesada.
Tomar banho de rio
para se refrescar,
depois ir para casa
e se alimentar.
Comida caseira
feita com amor,
colhida da plantação
que Deus abençoou.
Subir no pé de manga,
chupar jabuticaba,
beber água de coco
e suco de goiaba.
Biscoitinho de nata,
aquele pão caseiro,
manteiga de garrafa
e um queijo mineiro.
Ouvindo uma moda
no radinho da sala,
sentindo o cheiro do mato
que logo se exala.
Acordar cedo
com o cantar do galo,
4 da matina,
eu já tô no embalo.
Comece fazendo o necessário, depois o que é possível,
e de repente você estará
fazendo o impossível.
Quem sabe um cowboy,
ser peão de rodeio,
ou quem sabe
um simples cavaleiro.
Envelhecer com minha véia,
curtir os meus netinhos,
depois criaram asas
feito passarinhos.