(Intro)
Mais uma sirene cortando o silêncio da madrugada,
Mais uma mãe acordada, coração na mão, assustada.
Na quebrada é sempre assim, tensão no olhar,
Quem nasceu na periferia aprende cedo a se calar.
(Verso 1)
Policial enquadrando a mulecada na esquina,
Muitos são inocentes, mas carregam a mesma sina.
Olham a cor da pele, o lugar onde nasceu,
Sem saber da luta diária que cada um viveu.
Barraco invadido sem mandado, espalhando o terror,
Pai de família trabalhando, mãe rezando ao Senhor.
Criança com o medo estampado no olhar,
Enquanto a esperança tenta sobreviver sem se apagar.
(Pré-refrão)
Nem todo pobre é bandido, nem toda história é igual,
Existe trabalhador sofrendo nesse cenário desigual.
Queremos respeito, justiça e dignidade,
Paz pra comunidade, mais humanidade.
(Refrão)
Ô, Deus, protege o povo da favela,
Que acorda cedo e luta pela vida mais bela.
Chega de medo, violência e opressão,
Queremos justiça, respeito e união.
Ô, Deus, olha pelos pais de família,
Pelas mães que choram nessa longa vigília.
A quebrada pede paz, pede oportunidade,
Pra vencer na vida com amor e dignidade.
(Verso 2)
Quantos sonhos se perdem no caminho da dor?
Quantos jovens carregam o peso do preconceito e do temor?
A favela também tem talento, tem trabalhador,
Tem quem luta todo dia buscando um futuro melhor.
Não é sobre dividir, é sobre conscientizar,
Que todo ser humano merece respeito pra caminhar.
Que a lei seja justiça e não instrumento de medo,
Pra que a paz floresça cedo.
(Final)
Enquanto existir esperança, a voz não vai se calar,
A favela também tem histórias bonitas pra contar.
E um dia a igualdade vai vencer a escuridão,
Quando houver mais respeito dentro de cada coração.