[Verse 1]
Na rua de terra, chinelo no pé
Bola de meia, gol de qualquer jeito
Riso solto, poeira no ar
A tarde comprida não queria acabar
No pega-pega eu sumia no quintal
No bolinho de gude, calculava o final
Os amigos gritavam: “lá vem outra vez”
Malandro da Quebrada, ligeiro demais
[Chorus]
Malandro da Quebrada, esse nome ficou
Foi a rua que ensinou, foi o povo que cuidou
Levo a minha raiz por onde eu andar
A sabedoria da rua ninguém vai apagar
[Verse 2]
Trocava figurinhas, inventava um plano
Guardava um segredo, escapava do engano
Se a turma fazia disputa no portão
Eu já tinha uma saída na palma da mão
Dona Lúcia chamava: “menino, vem cá”
E a mãe lá da esquina sabia onde eu tá
Entre conselho, bronca e café no fogão
Cresci aprendendo a escutar o coração
[Chorus]
Malandro da Quebrada, esse nome ficou
Foi a rua que ensinou, foi o povo que cuidou
Levo a minha raiz por onde eu andar
A sabedoria da rua ninguém vai apagar
[Bridge]
Hoje eu passo na praça, reconheço o lugar
O muro mudou, mas dá pra lembrar
Cada amigo, cada jogo, cada história contada
Fez do menino um homem de palavra
[Final Chorus]
Malandro da Quebrada, esse nome ficou
Foi a rua que ensinou, foi o povo que cuidou
Levo a minha raiz por onde eu andar
A sabedoria da rua ninguém vai apagar
[Outro]
Malandro da Quebrada
Minha raiz, minha estrada