A MARATONA DO VÍCIO
Tô vendo vários amigos e vários desconhecidos
Correndo na maratona, cada um no seu caminho
Sem plateia, sem aplausos, enfrentando a solidão
Buscando uma medalha que só traz destruição
Aqui ninguém é amigo, aqui ninguém é inimigo
Mas todos são unidos pela força extrema do risco
Esperando a medalha mais covarde do vício
Bem-vindo a esse paraíso!
Onde tudo parece lindo, onde tudo é prazeroso
Mas o vício come a carne até chegar no osso
No começo é sorriso, tudo colorido
Mas quando a máscara cai, você tá destruído
Prazer, eu sou o vício!
É uma maratona sem plateia
Uma corrida contra a vida
Uma medalha que não vale nada
Uma vitória que termina em ferida
Prazer, eu sou o vício!
Te prometo o céu, mas te entrego a escuridão
Roubei seus sonhos, sua família e a paz do coração
Quer brincar comigo? Vai sair chorando
Vários entraram sorrindo, brincando
E eu só dando corda até montar minhas armadilhas, meus planos
Vi muito amigo seu morrer afogado nessa ilusão
Caixão lacrado, tristeza, família despedaçada em volta do caixão
Comprou, usou e não pagou? Foi eliminado!
Agora te faço uma pergunta e te dou um conselho:
Quantas mães vão precisar chorar?
Quantos pais vão ter que enterrar
Os sonhos de um filho querido que se perdeu e não vai voltar?
Quem vê de fora não quer entender
Só quem me conhece sabe a dimensão
De viver acorrentado na própria prisão
Tem gente que aponta o dedo, outros apontam uma arma
Ninguém quer compreender a guerra entre o corpo e a alma
Não tô passando pano, nem dizendo que tá certo
Só conheço essa estrada e sei o quanto é deserto
O vício cobra caro e não aceita negociação
Vai tomando aos poucos o controle da situação
Eu também andei nessa estrada
Vacilei com quem me amava
Mergulhei num poço escuro
Escondi a dor que me sufocava
Guardava meus problemas só comigo
Qualquer dificuldade era motivo pro vício
Só eu e Deus sabemos o quanto foi difícil
Carregar tanta tristeza e ser meu próprio inimigo
Fui excluído, punido e humilhado
E permaneci em silêncio, sabendo que tinha errado
Não vou dizer que sou inocente, nem fugir da realidade
Precisei encarar meus erros e reconhecer a verdade
Mas chega uma hora que você precisa escolher:
Continuar alimentando o vício ou lutar pra voltar a viver
Não posso mudar o passado, nem apagar o que aconteceu
Mas precisei enfrentar meus erros e cuidar do que ainda era meu
Nem todo mundo entende o preço dessa decisão
É uma maratona sem plateia, mas não precisa terminar na solidão
Não tem medalha no fundo do poço
Nem vitória em se perder só pra agradar os outros
O vício promete o céu, mas entrega escuridão
Rouba os sonhos, a família e a paz do coração
Mas enquanto houver esperança, ainda existe remédio
Quem reconhece o próprio erro pode começar do zero
Eu já estive nessa estrada, eu sei o preço que ela cobra
Sei o peso da vergonha, sei a dor que a família guarda
Sei quantas vezes caí enquanto o mundo me julgava
Mas encontrei a solução: Jesus Cristo limpou minha alma!