(Introdução – Violão de nylon, sanfona e ponteado de viola)
(Verso 1)
Mais um dia termina, o sol já vai se esconder,
Vou limpando a bancada depois de tanto fazer.
O cheiro da serragem ainda mora pelo ar,
E meu peito agradecido só tem vontade de cantar.
Olho pra cada móvel que nasceu da minha mão,
E vejo a Tua presença em toda criação.
(Verso 2)
Obrigado, meu Deus, pelo dom que o Senhor me deu,
Pela sabedoria que lá do céu desceu.
No esquadro e na trena, no corte e no acabamento,
É Tua mão que me conduz em cada movimento.
Da chapa de madeira nasce um sonho realizado,
Porque antes da ferramenta, o Senhor já tem guiado.
(Refrão)
Obrigado, Senhor, por abrir minha oficina,
Pela mente que cria e pela mão que ilumina.
Obrigado pelo cliente que confia no meu fazer,
Pelo pão de cada dia que nunca deixa faltar.
Sou madeira nas mãos do Marceneiro,
Que transforma a minha vida por inteiro.
Toda honra e toda glória pertencem só a Ti, Senhor!
(Verso 3)
Cada risco no MDF, cada furo e parafuso,
É sinal da Tua graça me livrando dos abusos.
Quando entrego um serviço e vejo alguém sorrir,
Sei que valeu a pena insistir e prosseguir.
As mãos ficam cansadas, mas o coração agradece,
Porque quem trabalha com Deus nunca enfraquece.
(Ponte)
Se amanhã vier a luta, eu não vou desanimar,
Quem sustenta minha vida nunca deixa de cuidar.
A oficina é meu altar, meu trabalho é oração,
Cada móvel que eu termino leva um pedaço do coração.
(Refrão Final)
Obrigado, Senhor, por abrir minha oficina,
Pela mente que cria e pela mão que ilumina.
Obrigado pelo cliente que confia no meu fazer,
Pelo pão de cada dia que nunca deixa faltar.
Sou madeira nas mãos do Marceneiro,
Que transforma a minha vida por inteiro.
Toda honra e toda glória pertencem só a Ti, Senhor!
(Final)
As luzes se apagam, o portão vai se fechar...
Mas a Tua presença continua neste lugar.
Amanhã tem mais trabalho, mais sonhos pra construir...
Enquanto o Senhor for meu guia, nunca vai me faltar motivo pra sorrir.
Amém.