[INTRODUÇÃO — falada, voz baixa, rente ao microfone]
Tranca essa porta.
Esquece o que ficou lá fora, porque agora o mundo começou aqui dentro.
Deixa as roupas caírem e o resto... o resto falará por nós dois.
[VERSO 1]
Vem agora e encosta a tua pele na minha,
deixa o calor do desejo nos queimar.
Sinto a tua mão descer sem pressa,
e eu não tenho a menor intenção de dizer não.
Sinto a minha respiração falhar a cada toque seu.
É como uma ordem aos meus desejos. E eu obedeço sem pensar.
[PRÉ-REFRÃO]
A minha respiração começa a pesar e eu me sinto transmutar entre céu e inferno.
Sinto os teus dedos mapeando as minhas curvas e os teus lábios se fartando do meu prazer.
Me joga contra a parede e me devora, devagar e sem pressa, como um prato desejado.
[REFRÃO]
Me toma com sua loucura e faz do meu corpo o seu delírio.
Me devora devagar e sem pressa, como quem degusta um prato desejado.
Com suas mãos cravadas em mim, sinto a minha respiração perder o compasso.
Sinto na minha boca o sabor do teu corpo.
[VERSO 2]
O teu sussurro no meu pescoço me enlouquece como um pecado bom que me faz delirar.
Meu corpo treme incendiando pelo prazer,
implorando pelo que vem depois.
E você diz: Eu te amo.
E me deixa totalmente desconectada.
E a paixão que me consome ao ouvir o som da sua voz.
[PONTE — falada, urgente e rouca]
Amor, não pare agora. Sinta o meu corpo devorando o seu.
[REFRÃO FINAL]
Me toma com sua loucura e faz do meu corpo o seu delírio.
Me devora devagar e sem pressa, como quem degusta um prato desejado.
Com suas mãos cravadas em mim, sinto a minha respiração perder o compasso.
Sinto na minha boca o sabor do teu corpo.
[FINAL — sussurrado e colado no ouvido]
Fala para mim, fala para mim, amor.
Eu preciso ouvir.
Existe uma chave e somente você sabe.
Somente você pode me abrir.
Eu te amo.