Disseram que vinha um príncipe
Montado num cavalo branco...
Eu perguntei: "Ele sabe sambar?"
Porque carregar ninguém eu não aguento!
Me ensinaram desde menina
Que eu devia esperar
Um sujeito de armadura
Que viesse me salvar
Mas eu já pago minhas contas
Sei cuidar do meu jardim
Se aparecer um companheiro
Que venha gostar de mim!
Não preciso de castelo
Nem de príncipe encantador
Se quiser sentar no trono
Vai ter que aprender o amor!
Me poupe, amor!
Desse papo de mandar!
Eu adoro companhia
Mas também sei me virar!
Me poupe, amor!
De querer me controlar!
Se quiser ficar comigo
Tem que aprender a sambar!
Gosto de beijo e abraço
De carinho e cafuné
Mas não troco minha alegria
Por promessa de qualquer Zé
Se vier bancando o chefe
Com discurso de patrão
Eu entrego a sua coroa
E devolvo a nomeação!
Quem escolhe meu caminho?
Sou eu, sou eu!
Quem decide o meu destino?
Sou eu, sou eu!
Se o amor bater na porta?
Pode entrar!
Mas se vier querendo mando?
Vai passear!
Não sou santa, nem sou fera
Nem boneca de vitrine
Tenho riso, tenho história
E ninguém vai me definir
Se quiser andar comigo
Venha junto, lado a lado
Que mulher não é troféu
Nem pertence a namorado!
Me poupe, amor!
Desse papo de mandar!
Eu adoro companhia
Mas também sei me virar!
Me poupe, amor!
De querer me controlar!
Quem quiser viver comigo
Tem que saber respeitar!
Quero amor, quero carinho
Quero a vida pra dançar!
Mas se vier de armadura
Deixe o ferro lá no bar!
Me poupe, amor!
Me poupe, amor!
Aqui ninguém perde a pose
Mas também ninguém é senhor!