Memórias do Poço
Estilo: Sertanejo Pop / Pop Rural (Romântico e Comercial)
Ritmo: Batida de violão moderna, crescendo com a entrada da bateria no Refrão.
[Verso 1]
Era uma vez uma criança e o seu olhar
Que hoje não vê o tamanduá, nem o preá
O galo velho já não canta no quintal
O bicho lindo virou cena de jornal
E o progresso que passou cortando o chão
Deixou na mesa a sorte de ter o pão
[Pré-Refrão] (A música começa a subir de ritmo)
O tamanduá morreu no asfalto, no atropelo
O preá sumiu no morro, no seu novelo
A mata linda caiu inteira e virou carvão
"Virô" poeira, monocultura e solidão…
[Refrão] (Forte, comercial, explode a bateria)
Onde é que foi parar o meu cancão?
Aquela ave preta e branca do sertão?
Se você quer saber onde ele está
Lá no meu Poço você vai achar!
Não tem buraco, não tem água, vou te explicar:
É terra seca onde a alma vai morar!
[Verso 2] (Ritmo firme, com violão e sanfona)
E o meu Poço é viagem de infância
Lugar de morro, de lagoa e de distância
O povo pensa que é buraco, mas não é
É terra santa de coragem e muita fé
[Refrão] (Repete com energia máxima)
Onde é que foi parar o meu cancão?
Aquela ave preta e branca do sertão?
Se você quer saber onde ele está
Lá no meu Poço você vai achar!
Não tem buraco, não tem água, vou te explicar:
É terra seca onde a alma vai morar!
[Ponte / Saída] (A música fica mais calma, focando na voz e no violão)
História de criança, relicário de ouro
Minha lembrança é o meu maior tesouro…
Ali vivem boas almas que o tempo não alcança
Guardando a vida... nos tempos de criança.