Enquanto muitos dormem em paz,
Milhares vivem com medo.
Nas ruas, nos becos e nas vielas,
O silêncio é quebrado por tiros.
Crianças crescem no meio da violência,
Aqui não há sonhos, não há esperança.
Há crianças vendo armas,
Elas já não querem mais brinquedos.
Aprendem desde cedo
A enfrentar o perigo,
A conviver com o medo.
A escola já não fala de futuro,
As ruas falam de mortes.
E o menino sem oportunidades
Vai desafiar a própria sorte.
Aqui há famílias sem comida,
Há pais trabalhadores, também cansados.
Saem de casa sem saber se voltam ilesos,
Podem levar um tiro ou até acabar presos.
Aqui falta justiça, sobra abandono,
Sem conhecer a realidade,
Eles acabam criando vários monstros.
Muitos morrem por aqui
Para que outros protejam seus sonhos.
Enquanto isso, a alta classe segue intocável,
Sem lei, sem justiça, um cenário lamentável.
Enquanto o pobre paga por um erro cometido,
O rico compra o silêncio e continua protegido.
Nos tribunais, a verdade perde a voz,
A favela sangra, mas quem olha por nós?
A justiça tem balança, mas parece desigual,
O pobre sente o peso, o poderoso escapa do final.
Invadem a favela com unhas e dentes,
Mas, quando é com os ricos, é tudo diferente.
Na quebrada, o suspeito já é condenado,
É morto, é arrastado,
Enquanto o engravatado segue blindado.
Dois pesos, duas medidas,
Me diz: onde está a justiça?
Na favela, o povo chora,
O pobre perde a vida.
Nos condomínios de luxo,
O rico escapa da perícia.
Com carro roubado, dando tiros na polícia,
Mas, se fosse um favelado,
Já seria manchete nas notícias.
Eles julgam pela quebrada,
Pela roupa ou pelo endereço.
Porque dizem que a vida de um pobre não importa,
Mas a vida do pobre também tem preço!
O choro das mães ecoa nas ruas,
Os sonhos são interrompidos cedo demais...
Crianças crescem vendo a violência
Onde deveria existir esperança.
Famílias choram perdas
Que jamais serão esquecidas.
E cada amanhecer traz uma pergunta:
Quem será a próxima vítima?
Por trás de cada notícia, existe uma vida.
Por trás de cada disparo, uma história.
E por trás de cada mãe que chora,
Existe um filho que não vai voltar mais.
Quem será a próxima vítima? Quem vai chorar?
Quantas mães nessa cidade ainda vão se lamentar?
É tiro, é sangue, é revolta e solidão,
É um povo sobrevivendo no meio da destruição.
Quem será a próxima vítima? Quem vai voltar?
Quantos sonhos inocentes ainda vão se apagar?
Eu levanto minha voz, não me calo diante da dor,
Porque a rua precisa de justiça, de esperança e amor!
Crianças vendo armas onde deveriam ver brinquedos,
Aprendendo desde cedo a conviver com seus medos.
A escola fala de futuro, mas a rua fala de morte,
E o menino sem oportunidades tenta desafiar a própria sorte.
Tem família sem comida,
Tem trabalhador cansado.
Tem um pai que sai de casa
Sem saber se volta ileso.
Tem promessa esquecida,
Tem injustiça e abandono,
Tem milhões de brasileiros
Tentando proteger seus sonhos.
Até quando?? até quando??