[Intro]
Lá no Pelourinho, o dia clareou
Berimbau chamou, a memória acordou
[Verse 1]
Em Salvador, no ano de oitenta e nove
Nasceu Vicente, menino de olhar atento
No cais da Bahia aprendeu a escutar
O passo, a mandinga, o jeito de jogar
[Verse 2]
Chamavam Pastinha, guardião da tradição
Fez da capoeira escola e coração
No Centro Esportivo, ensinava a gingar
Com respeito ao parceiro, sem se apressar
[Chorus]
Mestre Pastinha, teu nome ficou
Na roda pequena que o tempo guardou
Ginga devagar, deixa o corpo falar
Capoeira Angola não vai se acabar
[Verse 3]
Dizia aos alunos: cuidado e atenção
Na malícia tranquila, firmeza na mão
O jogo era conversa, sem ódio ou temor
Um encontro de corpos, de canto e valor
[Bridge]
Vieram dias difíceis, mudou seu lugar
Mas ninguém pôde a lembrança apagar
Velho mestre, na roda ainda estás
No toque do berimbau, no conselho que dás
[Chorus]
Mestre Pastinha, teu nome ficou
Na roda pequena que o tempo guardou
Ginga devagar, deixa o corpo falar
Capoeira Angola não vai se acabar
[Outro]
Lá no Pelourinho, o dia clareou
Berimbau chamou, Pastinha ficou