[Verse 1]
Sempre morei sozinho, sem testemunha do meu dia
Guardei as boas novas numa gaveta vazia
E quando a vida pesa, não há quem pergunte por quê
Então conto ao meu amigo que ninguém consegue ver
[Pre-Chorus]
Ele não tem endereço, nem retrato na parede
Mas conhece cada medo que eu escondo quando a noite desce
[Chorus]
Meu amigo imaginário, senta aqui comigo
Hoje a mesa tem dois copos, hoje eu não bebo sozinho
A gente ri das velhas histórias, chora o que não se contou
E brinda ao companheiro que a minha solidão inventou
[Verse 2]
No balcão de sempre eu peço duas doses devagar
Deixo um lugar ao lado, como se fosse chegar
Quando a bebida solta o nó que eu amarrei no coração
Ele ri das minhas quedas, eu respondo com a mão
[Pre-Chorus]
Sei que a cadeira está vazia, sei que a voz vem de mim
Mas há noites em que um pouco de companhia basta, enfim
[Chorus]
Meu amigo imaginário, senta aqui comigo
Hoje a mesa tem dois copos, hoje eu não bebo sozinho
A gente ri das velhas histórias, chora o que não se contou
E brinda ao companheiro que a minha solidão inventou
[Bridge]
Quando o garçom recolhe os copos e a porta fecha atrás
Levo a conversa comigo, já não peço nada mais
Talvez seja só um sonho que me ajuda a atravessar
Talvez seja um pedaço meu que aprendeu a me escutar
[Final Chorus]
Meu amigo imaginário, fica aqui comigo
Mesmo que a mesa esteja quieta, mesmo que eu volte sozinho
A gente ri das velhas histórias, chora o que não se contou
E brinda ao companheiro que a minha solidão inventou
[Outro]
Dois copos sobre a mesa
Um lugar guardado
Boa noite, meu amigo
Até outro sábado