Quem diria que, a essa altura do campeonato,
Eu iria tropeçar no próprio passo...
Jurei de pé junto que de você eu corria,
Que entre nós dois nada nasceria.
Mas o aviso que eu dei ao vento voltou,
Um cuspe pro alto que na testa me acertou.
Onde foi que a minha guarda baixou?
Eu me julgava tão maduro, tão dono de mim,
Como é que eu fui me entregar assim?
Bastou um sorriso doce pra me congelar,
Virar um robô sem saber o que falar...
E o pior de tudo é ter que me calar.
Não posso te olhar por medo do olhar do mundo,
Não posso pegar na sua mão por um segundo.
Não posso dizer o que sinto por você,
Não posso nem ao menos tentar te ter.
Por que você faz meu peito disparar?
Por que eu fui me apaixonar?
A gente vive numa linha temporal diferente,
Tudo em momentos opostos na cabeça e na mente.
E aqui estou eu, engolindo o orgulho no peito,
Reaprendendo a flertar... aí meu Deus, que saco!
Sinto que virou tudo um nó bem feito,
E eu me sinto tão vulnerável e fraco.
Proibido de sonhar com o que vem depois,
Guardando o segredo do que é só de nós dois.
O silêncio pesa mais do que qualquer razão,
E a pergunta ecoa na minha solidão...
Não posso te olhar por medo do olhar do mundo,
Não posso pegar na sua mão por um segundo.
Não posso dizer o que sinto por você,
Não posso nem ao menos tentar te ter.
Por que você faz meu peito disparar?
Por que... por que eu fui me apaixonar?
Tão maduro... ou pelo menos eu era.
Linhas temporais que o tempo não espera.
E eu continuo aqui, sem reação.
porque fui me apaixonar?
porque fui me apaixonar?