[Verso 1]
Oi, meu filho turista,
por onde você andou?
Você não me telefona,
sua mãe também não ligou.
Tenho você no coração,
mas esqueço de escrever.
Quando lembro, já é tarde,
fico imaginando você.
[Verso 2]
Meu filho turista,
hoje eu quis lhe telefonar.
Fiz café, puxei cadeira,
tinha tanto pra contar.
Mas a tela ficou preta
bem na hora de chamar.
Lembro tanto de você,
esqueci de carregar!
[Refrão]
Meu filho turista,
você não liga, eu também.
Vai ficando pra amanhã
esse nosso querer bem.
Meu filho turista,
venha cá me visitar.
A saudade tá carregada,
sem bateria o celular!
[Verso 3]
Meu filho turista,
vi sua foto à beira-mar.
Fui mandar um coração,
pus o feijão pra não queimar.
Quando fui mandar mensagem,
nem sei onde eu apertei:
foi a foto do meu dedo,
mas com todo amor mandei!
[Refrão]
Meu filho turista,
você não liga, eu também.
Vai ficando pra amanhã
esse nosso querer bem.
Meu filho turista,
venha cá me visitar.
A saudade tá carregada,
sem bateria o celular!
[Ponte]
Meu filho turista,
já botei pra carregar.
Dessa vez risquei num papel:
“Não esquecer de ligar”.
Se você ligar primeiro,
deixe um pouco demorar:
devo estar dançando na sala,
vou baixar o som pra escutar!
[Verso 4]
Meu filho turista,
quando é que você vem?
Sua xícara tá guardada,
seu lugar aqui também.
Venha almoçar no domingo,
depois fique pro café.
Se a conversa render muito,
tem mais prato e mais talher!
[Refrão final]
Meu filho turista,
hoje eu ligo pra você.
Deixo a louça pra mais tarde,
tenho pressa de lhe ver.
Meu filho turista,
venha cá me visitar.
A saudade tá carregada,
pus também o celular!
[Final falado, carinhoso]
Meu filho turista…
Agora o celular carregou.
Cadê meus óculos?