Continuação de
Criar história medieval nórdica
Lara está dormindo, sonhando com seu amado a beijando apaixonadamente e envolvente em um campo verde. Ela acorda com saudades, sorrir, morde o dedo enquanto suas bochechas estão coradas e abre as janelas de sua casa, e vai tomar um banho.
Agora conta com as palavras. Letras e construções de palavras bem lindas e harmônicas com toque no romance e delicadeza. Como se fosse o pensamento dela e suas próprias palavras
Capítulo VII — Entre Sonhos, Flores e Saudade
Os pensamentos de Lara
“Ah, meu querido Edric...”
Ainda consigo sentir teu abraço, mesmo depois de abrir os olhos.
Por um instante, quase acreditei que estivesses aqui. Que teus braços me envolvessem novamente, que tua voz grave sussurrasse meu nome junto ao ouvido e que teus lábios encontrassem os meus naquela ternura tão tua.
Oh, como sinto tua falta...
No sonho, estávamos naquele campo verde, onde as pequenas flores dançavam ao sabor do vento e o rio corria tranquilamente entre as pedras. Tu me olhavas como se não existisse nada além de nós dois. E eu... eu não conseguia esconder meu sorriso.
Lembro-me de tuas mãos segurando meu rosto, de teu beijo demorado, de teu carinho tão familiar. Como poderia não sorrir ao recordar?
Ah, Edric... meu cavaleiro de coração tão bondoso.
Às vezes, pergunto-me se sabes o quanto és amado. Talvez saibas, pois sempre fiz questão de demonstrar. Ainda assim, gostaria de poder repetir todos os dias, bem pertinho de ti.
Lara despertou por completo, com as bochechas suavemente coradas. Levou um dedo aos lábios, mordiscando-o discretamente enquanto um sorriso tímido lhe escapava.
— Que homem impossível... — murmurou, soltando uma pequena risada. — Até em meus sonhos consegues roubar meus suspiros.
Sentou-se na cama e ajeitou os cabelos castanhos, ainda desalinhados pelo sono. A luz dourada da manhã atravessava pequenas frestas da janela.
Levantou-se e caminhou até ela.
Ao abrir as duas folhas de madeira, recebeu o abraço fresco da brisa campestre. Diante de seus olhos, estendiam-se as colinas verdes, as flores silvestres e o pequeno rio que serpenteava próximo à propriedade.
Lá embaixo, sua horta aguardava os cuidados daquela manhã.
Lara apoiou as mãos no parapeito e respirou profundamente.
— Bom dia, meu pequeno lar... — sussurrou.
Observou o caminho de terra que conduzia à estrada.
Por aquele caminho, Edric costumava chegar. Às vezes cansado, outras vezes ferido, mas sempre trazendo consigo aquele sorriso discreto que tanto a encantava.
— Espero que esteja aquecido, meu amor. Espero que esteja comendo direito... Conhecendo você, provavelmente está preocupado com todos os seus soldados e esquecendo-se de cuidar de si mesmo.
Sorriu novamente.
— Quando voltar, vou preparar aquele pão de que tanto gosta. E desta vez não aceitarei que diga que está satisfeito depois de apenas dois pedaços!
Uma risadinha escapou de seus lábios.
Depois, fechou os olhos por alguns instantes.
— Deus, protege meu mar