Um tiro no escuro, o que foi que eu fiz
tentando acertar o alvo que eu sempre quis,
Errei o destino, mudei o contato.
O silêncio ecoa o que eu não disse lá:
Mirar no futuro sem saber estar.
Talvez esse alvo nem fosse real,
E errar foi a sorte, meu ponto final.
**[Estrofe 2]**
A nova estrada não tem sinal,
É mapa riscado, um rumo vital.
Se antes eu buscava o som do estrondo,
Nesse silêncio é que eu me escondo.
Não sou o resto do que eu perdi,
Sou o caminho que eu mesmo escolhi.
**[Refrão]**
Não foi o alvo que mudou de lugar,
Fui eu que aprendi a desaprender.
O que eu perdi não me faz falta,
Se o que eu ganhei foi me pertencer.
**[Final]**
No escuro a vista alcança o real:
O erro foi o meu portal.