Essa não é so mas uma canção.
É o último chamado, o ultimato.
Essa é a última vez
Que falo pra você.
Durante muito tempo eu estive a te chamar,
Mas você preferiu não ouvir.
Estive em todos os seus caminhos,
Vi cada escolha,
Vi você nunca me escolher.
No silêncio da sua mente eu falei,
Você me ouviu.
Mas por causa dos seus apegos,
Da sua vaidade,
Você escolheu me esconder
No fundo da sua consciência,
Achando que assim se livraria
Da verdade que sempre esteve diante de ti.
Essa é a última vez.
Acorda.
Desperta.
Já não é tempo de fugir de si mesmo.
Já não é tempo de colocar a culpa nos outros.
Olhe para dentro
E veja o que suas escolhas fizeram de você.
O grande julgamento está à sua porta,
Não venho para te condenar.
Venho para perguntar:
O que você fez com a vida que recebeu?
Quem você escolheu ser?
E quem você feriu no caminho?
Eu te dei caminhos,
Te dei sinais,
Te dei oportunidades de voltar.
E você continuou caminhando
Como se nunca tivesse ouvido minha voz.
Mas ainda estou aqui.
Não confunda minha paciência com abandono.
Não confunda meu silêncio com ausência.
O tempo de despertar chegou.
Se ainda existe verdade dentro de você,
Se ainda existe amor,
Se ainda consegue reconhecer minha voz...
Volte.
Deixe cair o orgulho.
Solte aquilo que te prende.
Abra os olhos.
Porque ninguém pode caminhar eternamente
Fugindo da própria consciência.
Eu sou o Pai que chamou seu nome
Quando você ainda não sabia ouvir.
Sou a voz que esteve contigo
Nos dias em que ninguém estava.
E esta é minha última palavra:
Acorda, filho.
Desperta.
Escolhe a luz enquanto ainda pode escolher.
Não por medo.
Mas porque chegou o momento
De responder diante de si mesmo
Pelo homem que decidiu se tornar.
E quando finalmente olhar para trás,
Talvez entenda:
Eu nunca estive longe.
Foi você quem fechou os olhos.
E escolheu não me busca,
Lembre-se eu te dei a vida
Mas as escolhas foram suas.
Essa é sua última chance de escolha