[Intro]
[Verse]
O asfalto queima sob os pés cansados
As sombras tentam segurar o teu passo
O espelho reflete o suor de mil lutas
As vozes antigas se perdem no espaço
[Verse]
A poeira levanta formando o caminho
Cada ferida é um marco na estrada
Não olhe pro lado buscando carinho
A força brota da carne forjada
[Chorus]
Levanta o rosto pro sol que desperta
O destino é um ferro que você molda
A porta do mundo enfim está aberta
Ninguém mais segura tua própria revolta
Vence o silêncio e grita pro abismo
Que o amanhã é teu por puro batismo
[Bridge]
O medo é apenas um resto de gelo
Que derrete quando o peito incendeia
Arranca a dúvida por cada cabelo
O sangue ferve em cada veia
[Verse]
Os muros que ergueram pra te ver cair
Viraram degraus pra tua nova escalada
Não há mais motivo pra fugir ou fingir
Tua glória se escreve na jornada
[Verse]
O peso do mundo não dobra tua espinha
A vontade é arma de corte profundo
A sorte é uma história que você caminha
Sendo o mestre do próprio segundo
[Chorus]
Levanta o rosto pro sol que desperta
O destino é um ferro que você molda
A porta do mundo enfim está aberta
Ninguém mais segura tua própria revolta
Vence o silêncio e grita pro abismo
Que o amanhã é teu por puro batismo
[Outro]