(Moda de Viola / Sertanejo Raiz)
(Intro: Solo de viola caipira, firme e compassado)
Verso 1
O vento sopra no alto do espigão
Corta as estradas, vai tocando o coração
Em Guidoval, Minas Gerais, meu berço amado
A Serra da Onça guarda a chave do passado.
Lá no século dezenove, um francês aqui chegou
Guido Marlière nesta terra se encantou
Fez da serra o quartel e o seu destino
E o Sapé virou a terra desse homem peregrino.
Verso 2
Naquela mata onde a onça já pintou
O comandante sua história sepultou
Um monumento erguido em vinte e oito, ali ficou
Pra lembrar o fundador que esse chão colonizou.
Mas a serra se fez forte com o povo do lugar
Muitas raças misturadas pra essa terra prosperar
As famílias italianas trouxeram a tradição
E a força da Espanhola ajudou na plantação.
Verso 3
Quem passa pela estrada ouve a viola pontear
Lembrando os nomes nobres que o tempo não vai apagar
Tem a garra dos Menezes, dos Rosas e Aguiar
Os Silva, Abreu e Artino que vieram pra somar.
Seu Vitorino deixou rastro de trabalho e devoção
Os Garcias e os Dias cultivando esse chão
Dona Corina abençoa com a reza e com o amor
A herança desse povo que na lida é vencedor.
Refrão
Ó, Serra da Onça, altiva e monumental
Tu és o teto e o orgulho de Guidoval!
Nas asas do voo livre, o céu vai desenhar
A história mais bonita que a viola vai cantar.
Verso 4
Na memória desse povo bate forte o coração
Os Vieiras e Pereiras defendendo este rincão
Os Marcelos, os Coelhos e o sangue dos Castro ali tem
Gente humilde e acolhedora que só quer o nosso bem.
O fogão a lenha aceso, o café a fumegar
As porteiras estão abertas para quem quiser chegar
Do topo daquela rampa, vendo a asa deslizar
O passado e o presente se encontram no olhar.
(Refrão)
Ó, Serra da Onça, altiva e monumental
Tu és o teto e o orgulho de Guidoval!
Nas asas do voo livre, o céu vai desenhar
A história mais bonita que a viola vai cantar.
(Fim: Solo de viola caipira em tom festivo, terminando com um forte acorde)