Minha Vida de Vaqueiro
(Forró‑sertanejo raiz)
Intro — grito:
Ei, sertão! 🎶
Verso 1
Quando era pequeno não tive infância
Tudo foi perdido na luta da roça
O sol nascia cedo pra eu ir trabalhar
Não fui à escola, não fiz o primário
Enquanto os outros brincavam na rua
Eu já seguia o boi pela estrada crua
Verso 2
Gostava muito de jogar bola
Diziam que eu era o melhor de toda a redondeza
Sonhava em ser jogador, correr no gramado
Mas o destino trapaceou, o pai não deixou
Disse que na roça precisava da minha mão
E o sonho da bola ficou no coração
Verso 3 (novo)
A vida é dura pra quem é mole, não foi?
Eu conto essa história pra todo mundo ouvir
Quem não tem força, o vento leva embora
Quem tem coragem segura a sua hora
Eu passei por tudo, não me abati não
Carrego a minha história dentro do coração
Refrão
A vida é dura para quem vem do campo
Trabalho de sol a sol, sem ter descanso
Mas hoje na vaquejada eu me alegro
Com o som do acordeão e o vento do cerro
Não tive estudo, não tive brincadeira
Mas tenho o meu sertão e a minha carreira
Verso 4
Cresci vendo a terra seca e o sol quente
Carregando a enxada todo dia na frente
Muitas vezes fiquei com fome e cansaço
Mas nunca deixei de ter fé no meu passo
Depois dos anos veio a vaquejada
Boi forte correndo pela estrada
Verso 5
Quando chega a noite e a lua aparece
Lembro da minha vida que já se desfaz
Lembro da bola que eu queria jogar
Do sonho que ficou sem poder chegar
Não tenho caderno, não tenho lição
Mas tenho a terra dentro do coração
O que o sertão me deu ninguém me tira
É a força que vive na minha vida
Refrão
A vida é dura para quem vem do campo
Trabalho de sol a sol, sem ter descanso
Mas hoje na vaquejada eu me alegro
Com o som do acordeão e o vento do cerro
Não tive estudo, não tive brincadeira
Mas tenho o meu sertão e a minha carreira
Final — grito:
Viva o vaqueiro do sertão!