[Intro]
[Verse]
O relógio na parede bate como um aviso seco
Sua garganta é um deserto que não faz eco
O sangue engrossa corre lento pelas veias
Como um rio moribundo arrastando as areias
Olhos fundos fitam o vazio do espelho embaçado
O aviso do corpo foi por tanto tempo ignorado
Cada célula grita num silêncio que devora
A contagem regressiva começou agora
[Pre-Chorus]
A engrenagem trava sob o peso do cansaço
O sistema falha passo a passo
Sente o aperto no peito e a mente turva
A vida escapa na próxima curva
[Chorus]
Beba antes que o poço seque de vez
Antes que o cansaço vire sua última lei
O líquido é a força que mantém o pulsar
Sem a fonte o destino é parar de respirar
Beba enquanto o pulso ainda tenta lutar
A sede é o mestre que vem te cobrar
[Verse]
O rim padece num filtro carregado de sal
Uma batalha interna contra o ponto final
A pele racha como o solo sob o sol inclemente
A febre sobe e queima o que resta da mente
Não há luxo na sobrevivência pura e crua
A decisão de continuar é apenas sua
Uma gota perdida vale mais que todo o ouro
Neste labirinto onde a sede é o touro
[Pre-Chorus]
A engrenagem trava sob o peso do cansaço
O sistema falha passo a passo
Sente o aperto no peito e a mente turva
A vida escapa na próxima curva
[Chorus]
Beba antes que o poço seque de vez
Antes que o cansaço vire sua última lei
O líquido é a força que mantém o pulsar
Sem a fonte o destino é parar de respirar
Beba enquanto o pulso ainda tenta lutar
A sede é o mestre que vem te cobrar
[Outro]