MUNDO MODERNO
Artista: Tio Carlos
Grupo: Manifesto Paralelo
Estilo: Rap nacional pesado + Trap sombrio
Vocal: Vozes masculinas grossas, graves e agressivas
Atmosfera: Sombria, revoltada, consciente e espiritual
[INTRO — VOZ GRAVE, LENTA E SOMBRIA]
Eita, que mundo moderno...
Onde a carne grita mais que o espírito!
Onde o dinheiro compra a verdade,
E a mentira desfila vestida de honestidade!
Manifesto Paralelo!
Tio Carlos!
Isso não é entretenimento...
É o grito de quem cansou de assistir em silêncio!
[VERSO 1 — RAP NACIONAL, VOZ GROSSA E FIRME]
Eita, que mundo moderno,
Cheio de má intenção,
Rosto bonito por fora,
Mas por dentro, podridão!
Aqui matam inocentes
E ainda batem no peito,
Como se tirar uma vida
Transformasse alguém em sujeito!
Patrocinam a fome
E chamam isso de ordem,
Mas quem sente a barriga vazia
Sabe a dor que essas palavras escondem!
Político promete o céu,
Mas entrega o chão rachado,
O povo contando moedas,
E o dinheiro sendo desviado!
Falam tanto de progresso,
Mas quem progride nessa história?
Quem trabalha até cair
Ou quem rouba nossa vitória?
[REFRÃO — DUAS VOZES GRAVES, BATIDA PESADA]
Mundo moderno, quem vai responder?
Tanta gente sofrendo, tão poucos pra socorrer!
Mundo moderno, máscara da ilusão,
Tem gente vendendo a alma
E chamando isso de evolução!
Deus tá vendo, ninguém pode esconder,
A verdade pode até demorar,
Mas um dia vai aparecer!
Manifesto Paralelo, levanta a voz!
Se o mundo fecha os olhos,
A consciência grita por nós!
[VERSO 2 — VOZ AGRESSIVA, RIMAS MARCADAS]
Tem religião no discurso,
Mas cadê o amor na atitude?
Tem quem pregue a liberdade
E aprisione a consciência da juventude!
Tem líder vendendo esperança,
Transformando a fé em negócio,
Enquanto o pobre entrega o pouco
E o ganancioso enche o próprio bolso!
Não condeno quem tem fé,
Condeno quem usa Deus pra enganar,
Porque a cruz não é vitrine
Pra vaidade desfilar!
E no crime tem promessa
De respeito, fama e poder,
Mas quantas mães choram escondidas
Sem saber se o filho vai viver?
O dinheiro vira isca,
A vingança vira lei,
E o menino perde a infância
Pra seguir o caminho que eu já sei!
Não existe glória na tragédia,
Nem vitória em destruir,
O verdadeiro homem é forte
Quando escolhe não ferir!
[PONTE — INSTRUMENTAL DIMINUI, VOZ PROFUNDA]
Me diz...
Quando vocês deitam,
Será que conseguem dormir?
Quando a consciência chama,
O que fazem pra não ouvir?
Quantas lágrimas escondidas?
Quantas vidas pelo chão?
Será que o mundo ficou moderno
Ou perdeu o coração?
[VERSO 3 — CRESCENDO, VOZ FIRME E REVOLTADA]
Eu não vim comprar aplausos,
Nem me ajoelhar pra poder,
Minha palavra tem cicatrizes,
Minha verdade tem porquê!
Conheço a dor de quem trabalha,
Conheço o peso da aflição,
Quem constrói prédios gigantes
Também merece consideração!
Não quero guerra entre irmãos,
Nem sangue pra provar razão,
Quero justiça sem favoritismo,
Quero verdade e compaixão!
Se a política esquece o povo,
Se a religião esquece o amor,
Se o crime oferece o abismo,
Eu escolho senhor