(Intro)
Ô saudade que judia…
Quem ama longe sabe como é… María Mattos
(Verso 1)
A gente era errado desde o começo,
um amor escondido, sem endereço,
mas quem manda no peito não é a razão,
foi você que virou minha confusão.
Era uma vez no mês, algumas horas de amor,
depois a despedida e a falta que ficou,
você voltava pra sua estrada,
eu ficava abraçada com a madrugada.
(Pré-refrão)
Eu perdi noites de sono pensando em nós,
você também chorou ouvindo minha voz,
dois corações querendo ficar,
mas a vida tentando separar.
(Refrão)
Não me chama de vida, por favor…
foi o que você pediu naquele dia.
“Eu não queria te pedir isso, meu amor,
mas essa palavra ainda me arrepia.”
“Quando você fala que eu sou seu amor,
meus olhos enchem de água sem eu perceber,
porque eu ainda sinto que sou seu,
mas você tá tentando me esquecer.”
E eu tentei…
juro que eu tentei te deixar partir,
mas como é que eu tiro do peito
quem meu coração escolheu sentir?
(Verso 2)
Eu queria você de segunda a domingo,
não só uma noite perdida no caminho,
eu queria acordar do seu lado,
não viver de momentos roubados.
Você me dava amor quando estava aqui,
mas a saudade machucava quando você ia partir,
eu sorria na hora de te abraçar,
e chorava escondida depois que você ia embora.
(Ponte)
Talvez nosso amor seja daqueles
que o destino não sabe explicar,
duas pessoas que se amam muito,
mas não conseguem se encontrar.
Você ainda mora em mim,
mesmo eu tentando te esquecer,
porque tem despedidas que a boca fala…
mas o coração não deixa acontecer.
(Último refrão)
Não me chama de vida, por favor…
porque eu ainda lembro de nós dois.
Eu queria ser seu todos os dias,
mas eu só tinha você depois.
Eu não parei porque deixei de amar,
eu parei porque comecei a sofrer,
amar você uma vez por mês
era pouco demais pra quem só queria você.
(Final)
E se um dia a saudade bater…
lembra de mim, vida…
eu só fui embora porque ficar
estava doendo mais que partir.