Não sou prioridade, sou só opção
Vivo sozinho, no fundo da solidão
Acordo e não sei que horas são
Perdi a noção do tempo e da direção.
Pergunto ao celular que horas são, que dia é hoje
Ando sem saber onde vou chegar
Sem data, sem hora, sem ninguém pra ficar
Ninguém pra brigar, nem pra me escutar.
Sinto falta até do que achava ruim
Só ouço minha voz e os meus lamentos sim
O silêncio me tortura
Só solidão é o meu viver.
Já acostumei ser assim.
O dia passa rápido, a noite vem chegando
E o vento frio corta, sem dó, sem amparo.
As estrelas me olham de tão longe
E aqui perto não tem ninguém pra me ouvir
A luz delas chega cruzando o espaço
Mas eu aqui, sozinho, sem ninguém pra sorrir.
Será que é castigo? O que fiz pra merecer?
Pago preço alto por coisa que não fiz
É cruel viver assim, sem entender
Por que tem que ser desse jeito?
Não tenho discussão, nem gritos aqui
Ninguém pra reclamar, nem pra me acalmar
Sinto falta até do que me incomodava
Hoje o silêncio pesa mais do que qualquer mal.
O vento frio corta a pele sem remorso
Cada minuto é tempo que se vai desperdiçado
O relógio não pára, segue seu curso
E a realidade dói, não tem jeito, não tem lado.
Se é castigo, não sei qual foi o erro
Sei que pago o preço de um vazio sem fim
Não fiz nada pra viver assim
Mas estou aqui, firme, esperando o fim.
As estrelas me olham de tão longe
E aqui perto não tem ninguém pra me ouvir
A luz delas chega cruzando o espaço
Mas eu aqui, sozinho, sem ninguém pra sorrir.
Será que é castigo? O que fiz pra merecer?
Pago preço alto por coisa que não fiz
É cruel viver assim, sem entender
Mas estou aqui... ainda estou aqui.