Minha alma grita onde ninguém pode ouvir,
Há um silêncio em mim tentando Te pedir:
“Olha outra vez para este coração,
Que conhece a estrada, mas perdeu a direção.”
Carrego nos olhos a poeira do caminho,
Conheço Tua voz, mas me afastei sozinho.
O bem que eu desejo se desfaz em minhas mãos,
E o que eu rejeito volta a ferir meu coração.
Eu sei que a minha alma precisa se fortalecer,
Que há portas dentro de mim que eu preciso fechar.
Mas quanto mais distante eu tentei sobreviver,
Mais descobri que sem Tua presença eu não sei caminhar.
Hoje não trago promessas para Te impressionar,
Nem palavras bonitas tentando me justificar.
Trago apenas os pedaços que restaram de mim
E uma oração:
Não Te afastes de mim.
Espírito Santo, não Te afastes de mim,
Se ainda há lágrimas, permanece aqui.
Não retires Tua presença do meu coração,
Sem Tua voz, até a luz perde a direção.
Perdoa-me, Senhor, por voltar a tropeçar,
Ainda há brasas escondidas debaixo deste altar.
Se minha alma grita no silêncio assim,
É porque ainda existe sede de Ti dentro de mim.
Quantas vezes prometi não voltar ao mesmo chão,
Mas minhas próprias forças não venceram a aflição.
Tentei alimentar a carne e enfraqueci meu interior,
Até perceber que a distância também provoca dor.
E quando a noite veio novamente me encontrar,
Eu ouvi meu próprio vazio Te chamar.
Porque quem já conheceu o perfume da Tua presença
Não encontra paz vivendo da aparência.
Não me deixes acostumar com o silêncio espiritual,
Nem chamar de liberdade aquilo que me faz mal.
Se for preciso, quebra tudo o que nasceu em mim
Que algum dia possa me afastar de Ti.
Espírito Santo, não Te afastes de mim,
Se ainda há lágrimas, permanece aqui.
Não retires Tua presença do meu coração,
Sem Tua voz, até a luz perde a direção.
Perdoa-me, Senhor, por voltar a tropeçar,
Ainda há brasas escondidas debaixo deste altar.
Se minha alma grita no silêncio assim,
É porque ainda existe sede de Ti dentro de mim.
Sou peregrino nesta terra que não é meu lar,
Carrego uma promessa que meus olhos não podem contemplar.
Vim a serviço do Rei por este chão,
Mas existe uma cidade esperando meu coração.
Aqui sou estrangeiro, de passagem estou,
Meu nome pertence Àquele que me chamou.
E quando minha jornada finalmente terminar,
Sei que em Tua cidade eu irei descansar.
Não permita que o brilho deste mundo me faça esquecer
Que tudo aqui passa, mas Tua promessa vai permanecer.
Fortalece a minha alma quando a carne quiser vencer,
Acende novamente o que eu deixei enfraquecer.
Se os meus olhos se perderem, chama-me pelo nome.
Se minha fé enfraquecer, lembra-me de onde vim.
Se eu me esquecer de quem sou em terra estranha,
Diz outra vez:
“Filho, tua casa não é aqui.”
Espírito Santo, não Te afastes de mim,
Ainda quebrantado, eu pertenço a Ti.
Não retires Tua presença do meu coração,
Sê minha estrada quando eu perder a direção.