[Intro]
[Verse]
Entreguei cada pedaço do meu peito aberto
Como quem planta flor no meio do deserto
Mas o destino levantou um muro de concreto
E o meu afeto se tornou um vício incorreto
Agora resto eu e esse copo de aguardente
Tentando entender o que parou de ser urgente
[Verse]
O teu silêncio é uma lâmina que corta o ar
Promessas vazias que eu cansei de costurar
Tua indiferença é um peso que me faz parar
Onde o brilho do asfalto insiste em me cegar
A cidade apaga os olhos enquanto eu desabo
E o fio da nossa história se solta do cabo
[Chorus]
Ninguém sustenta o frio de uma cama gelada
Quando a palavra dita não vale mais nada
Cansa bater na porta que nunca se abriu
O amor que era cheio de repente sumiu
Sou um homem exausto de tanto se dar
Navegando num barco que insiste em afundar
[Bridge]
O garçom já sabe o nome da minha agonia
Enquanto a madrugada rouba a fantasia
A voz falha e arrasta no fundo da garganta
A dor é uma raiz que no meu peito planta
Não há promessa que cure essa cicatriz
De quem tentou de tudo para ser feliz
[Verse]
As luzes lá fora morrem devagar na avenida
Refletindo o cansaço dessa alma ferida
Não há mais fogo onde a alma virou cinza
A solidão agora é a sombra que me batiza
Bebo a última dose de um sonho perdido
Nesse balcão onde me sinto um desconhecido
[Chorus]
Ninguém sustenta o frio de uma cama gelada
Quando a palavra dita não vale mais nada
Cansa bater na porta que nunca se abriu
O amor que era cheio de repente sumiu
Sou um homem exausto de tanto se dar
Navegando num barco que insiste em afundar
[Chorus]
Ninguém sustenta o frio de uma cama gelada
Quando a palavra dita não vale mais nada
Cansa bater na porta que nunca se abriu
O amor que era cheio de repente sumiu
Sou um homem exausto de tanto se dar
Navegando num barco que insiste em afundar
[Outro]