Verso 1
Lá fora a gente é casal de fotografia,
Sorriso ensaiado, abraço pra plateia todo dia.
Na rua de mãos dadas, parecendo perfeição,
Mas dentro de casa só ecoa solidão.
Cada um no seu canto, no silêncio do sofá,
Tanta coisa morrendo e ninguém quer falar.
O amor pede socorro no meio do corredor,
Mas orgulho e rotina abafaram o calor.
Pré-Refrão
Tem beijo sem vontade, conversa sem atenção,
Dois estranhos dividindo a mesma direção.
E o pior castigo é ver tudo acontecer,
Sabendo que ainda ama e não consegue romper.
Refrão
Nem o lençol a gente divide direito,
Cada um puxa pra um lado desse leito.
Mantendo as aparências pra sociedade,
Enquanto em casa mora a frieza e a saudade.
É um teatro bonito pra quem vê de fora,
Mas por dentro nosso amor desmorona.
E mesmo sofrendo sem solução,
O apego algema nosso coração.
Verso 2
Teu olhar desvia do meu quando eu tento chegar,
Teu corpo inventa desculpa quando eu quero encostar.
Até no café da manhã se sente a distância,
Dois copos na mesa e nenhuma importância.
A porta bate cedo, você sai sem me olhar,
Eu fico com perguntas que não vão se calar.
À noite você volta cansada de fingir,
E eu cansado demais pra insistir.
Pré-Refrão
Tem carinho vencido, desejo sem direção,
Tem saudade morando dentro da relação.
E o pior castigo é não saber dizer adeus,
Quando ainda existe amor nos restos seus e meus.
Refrão
Nem o lençol a gente divide direito,
Cada um puxa pra um lado desse leito.
Mantendo as aparências pra sociedade,
Enquanto em casa mora a frieza e a saudade.
É um teatro bonito pra quem vê de fora,
Mas por dentro nosso amor desmorona.
E mesmo sofrendo sem solução,
O apego algema nosso coração.
Ponte
Se alguém perguntar, vamos dizer que tá bem,
Mas só nós sabemos o frio que isso tem.
Dois atores premiados na arte de esconder,
O fim de um amor que ninguém quer ver.
Refrão Final
Nem o lençol a gente divide direito,
Nem o silêncio cabe mais no peito.
Mantendo as aparências por necessidade,
Enquanto a alma pede liberdade.
Se continuar assim, sobra só ilusão,
Uma casa cheia e vazio no coração.
Mas entre partir e continuar na dor,
A gente empurra o fim... chamando de amor.