[Verse 1]
Se a chuva cai, já pedem sol no portão
Quando o céu abre, querem água no chão
O vizinho reclama do calor que pediu
E culpa o destino pelo frio que sumiu
Cada desejo empurra o outro pra trás
A bênção chegou, mas ninguém vê o que traz
Na mesa tem pão, tem conversa, tem lar
Mas sempre falta alguma coisa pra comemorar
[Pre-Chorus]
Quem planta esperança quer ver florescer
Quem vive de queda só quer ver romper
No mesmo caminho, dois jeitos de andar
Um cuida da ponte, outro quer derrubar
[Chorus]
Nada basta, nada serve, sempre falta mais
Se o mundo melhora, tem quem peça que cai
Abre os olhos, olha em volta, vê o que restou
A vida não espera quem só reclama do que ganhou
[Verse 2]
No filme, a Matrix cobrava um preço cruel
Pra seguir respirando, vende um rim pro aluguel
Ficção ou retrato? A pergunta ficou
Quanto custa viver quando o pouco acabou?
O boleto no balcão, o mercado a subir
Tem gente contando moedas pra conseguir dormir
E ainda há quem torça pra tudo quebrar
Como se a dor do outro fosse um jeito de ganhar
[Pre-Chorus]
Quem planta esperança quer ver florescer
Quem vive de queda só quer ver romper
No mesmo caminho, dois jeitos de andar
Um cuida da ponte, outro quer derrubar
[Chorus]
Nada basta, nada serve, sempre falta mais
Se o mundo melhora, tem quem peça que cai
Abre os olhos, olha em volta, vê o que restou
A vida não espera quem só reclama do que ganhou
[Bridge]
Gratidão não é fechar os olhos pra dor
É ver o que existe e cobrar o melhor
Se a maré vira, segura a mão de alguém
Ninguém sai inteiro se afundar todo mundo também
[Final Chorus]
Nada basta, nada serve, sempre falta mais
Se o mundo melhora, tem quem peça que cai
Abre os olhos, olha em volta, vê o que restou
A vida não espera quem só reclama do que ganhou
[Outro]
Se chove, pede sol; se faz sol, quer chover
Talvez mude o mundo quando a gente aprender