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Verso 1
Acordo às quatro da manhã, dia sim, dia não
A noite ainda está escura, o mundo ainda em vão
Calço os sapatos, pego a jaleca
E o coração já começa a bater
Pela estrada eu vou em correria
Pra chegar a tempo, não posso atrasar
Sei que lá já estão me esperando
E muitos pacientes precisam de mim, de nós
Refrão
É cedo, bem cedo, quando eu chego ali
No centro cirúrgico, tudo já está de pé
Preparar, conferir, não pode falhar
Cada detalhe importa, cada passo é fé
Muitos pacientes e poucos enfermeiros
Mas cada um que cuida dá o melhor de si
Faltam mãos, sobram os que realmente se importam
E pela vida, sempre persistimos
Verso 2
O bisturi, a gaze, o fio, o curativo
Conta-se tudo, não pode faltar
Um minuto a mais, um minuto a menos
O tempo aqui é precioso, é vital
Tem aquele técnico que não quer fazer
Que evita o serviço, se esquiva do dever
O médico chega e já vem reclamando
Porque a sala não estava pronta a tempo de receber
Mas a vida não espera, a dor não descansa
E nós que amamos, não podemos parar
Fazemos o que podemos com o que temos
Mesmo sem reconhecimento, continuamos a lutar
Refrão
É cedo, bem cedo, quando eu chego ali
No centro cirúrgico, tudo já está de pé
Preparar, conferir, não pode falhar
Cada detalhe importa, cada passo é fé
Muitos pacientes e poucos enfermeiros
Mas cada um que cuida dá o melhor de si
Faltam mãos, sobram os que realmente se importam
E pela vida, sempre persistimos
Ponte
Não é só técnica, é também cuidado
Quem entra aqui, traz confiança na mão
E mesmo quando o dia parece infinito
Sabemos que fazemos a diferença então
Não fazemos isso só por um salário
É no peito que mora essa vocação
Mesmo com poucos, fazemos muito
E o nosso valor ninguém pode apagar
Final
Muito serviço e olho a hora, espero ir embora
As pernas já doem de tanto ficar de pé
A cirurgia terminou, a luz se apagou
Mas o brilho no olhar continua aceso
Faltam colegas, é verdade, é duro
Mas o nosso coração... nunca está vazio. ✨