É o Brasil de quem batalha...
De quem pega a estrada porque precisa vencer.
Mas fica uma pergunta na mente:
até quando promessa vai substituir resultado?
Saiu do Nordeste com a fé na bagagem,
deixou sua terra, encarou a viagem.
Foi pro Sul atrás de emprego e oportunidade,
querendo construir uma nova realidade.
Não julgo quem parte, eu também quero vencer,
todo trabalhador tem direito de crescer.
Mas olha pra trás e começa a pensar:
quantas promessas fizeram sua terra mudar?
Ano após ano o discurso é igual,
promessa bonita no horário eleitoral.
Falam do povo, falam de transformação,
mas quem fica esperando enfrenta a mesma situação.
E quando pergunta: “Cadê a mudança?”
Respondem de novo vendendo esperança.
Mas esperança também precisa de ação,
de emprego, escola, saúde e condição.
Você saiu da sua terra pra tentar melhorar,
pegou um ônibus, um carro, começou a viajar.
Foi procurar no Sul aquilo que faltou lá,
mas continua defendendo quem prometeu mudar.
Não é esquerda, direita, não é provocação,
é cobrar resultado de qualquer administração.
Se a promessa não chegou, tem que perguntar:
“Depois de tantos anos, quando vai melhorar?”
Enquanto trabalha, paga conta e imposto,
tem gente fazendo discurso e mostrando o rosto.
Você acorda cedo, enfrenta o transporte,
carrega esperança mesmo quando a vida é forte.
Não culpe o Nordeste, não culpe o cidadão,
o nordestino tem força, talento e coração.
O que precisa mudar é a oportunidade,
pra ninguém precisar partir por necessidade.
Se o filho quer ficar, que consiga emprego,
que possa estudar sem abandonar seu projeto.
Que médico exista, que escola funcione,
que o trabalhador tenha chance de crescer onde mora.
E se o político promete, anota a promessa.
Depois olha os fatos e vê o que interessa.
Não siga ninguém simplesmente por paixão,
questionar também faz parte da cidadania.
Você saiu da sua terra pra tentar melhorar,
pegou um ônibus, um carro, começou a viajar.
Foi procurar no Sul aquilo que faltou lá,
mas continua defendendo quem prometeu mudar.
Não é esquerda, direita, não é provocação,
é cobrar resultado de qualquer administração.
Se a promessa não chegou, tem que perguntar:
“Depois de tantos anos, quando vai melhorar?”
Nordestino não foge, nordestino batalha,
leva sua coragem pra qualquer estrada.
Mas um dia ele quer poder escolher ficar,
porque sua própria terra também pode prosperar.
Não quero guerra, quero reflexão,
menos promessa e mais transformação.
O voto é de cada um, ninguém manda em você,
mas antes de escolher… vale olhar e conhecer.
Som da Periferia.