Meu coração partido, não bate mais forte,
Sangue derramado, escorreu pra morte.
É o fim de todos nós, nada mais resta,
Caminho fechado, dor que é manifesta.
Qualquer pessoa que olha, vê só ruína,
Meu coração é teu, era tua a sina.
Dor que me rasga, fundo na alma,
Ferida aberta, que não se acalma.
Você quis assim, traçou o destino,
Cortei o laço, fechei o caminho...
Mas quem nasce de axé, não cai no chão!
A dor eu carrego, mas tenho razão!
Essa ferida que abriu, hoje é escudo,
O que me fez mal, eu jogo tudo!
Meu coração é teu? Era, já não é mais!
Quem quer o mal, encontra os iguais!
Você quis assim? Pois receba o que deu,
Cada escolha, o peso é seu!
Fim de todos nós? Foi o que tu quis,
Eu me levanto, sou raiz, sou raiz!
Não choro mais, não dou espaço ao lamento,
Quem traça o mal, encontra o seu tormento!
Preto Velho vem dar a sua luz,
Limpa o caminho, onde o mal se reduz.
Maria Padilha que tudo sabe ver,
Faz a justiça, não deixa o mal crescer.
No mulambo eu deixo o que me fez dor,
Jogo fora o peso, ganho novo vigor.
Com as 7 saias, força e proteção,
Cubro minha vida, fecho a direção.
Zé Pilantra que sabe da vida e da sorte,
Dá o troco certo a quem quer a morte.
É malandrinho justo, que não deixa passar,
Quem faz maldade, vai ter que pagar.
Todos eles me guiam, me dão seu poder,
O meu caminho é luz, ninguém pode vencer!
O que foi quebrado, hoje é fortaleza,
Axé na minha vida, é a minha certeza!