[Intro]
[Verse]
O relógio na parede não espera o café esfriar
Entre fraldas e boletos aprendi a equilibrar o mundo
O silêncio da casa é o palco onde ensaio a coragem
Sozinha desenhei o mapa pra fugir desse abismo profundo
As marcas no rosto são versos de uma luta privada
Ninguém viu o choro contido na fresta da porta
Mas o destino é um rio que molda a pedra cansada
E hoje o que doía no peito é o que menos importa
[Chorus]
Amor que não pede licença e renasce no caos
É a força que brota do asfalto onde nada crescia
Superei o deserto e venci os meus próprios degraus
Minha glória é o beijo que encerra o cansaço do dia
Sou raiz que sustenta o fruto na tempestade
O destino se curva diante da minha vontade
[Verse]
As janelas fechadas tentaram roubar meu horizonte
Disseram que o peso era muito pra um ombro só
Busquei a água mais pura na fúria da fonte
E fiz da minha fraqueza o meu laço mais nó
Não foi sorte nem mágica escrita nas estrelas
Foi o suor transformado em escudo e canção
Vi as sombras passarem mas escolhi não temê-las
Pois carrego o amanhã na palma da minha mão
[Chorus]
Amor que não pede licença e renasce no caos
É a força que brota do asfalto onde nada crescia
Superei o deserto e venci os meus próprios degraus
Minha glória é o beijo que encerra o cansaço do dia
Sou raiz que sustenta o fruto na tempestade
O destino se curva diante da minha vontade
[Outro]