Em Carangola começou a paixão,
Baixinho danado roubou seu coração,
Cida brava logo se apaixonou,
Casou com o baixinho e a história começou.
Tiveram três filhas, um lar pra cuidar,
Entre grito e risada fizeram vingar,
Família daquelas que todo mundo via,
Confusão e amor na mesma sintonia.
(Refrão)
Ô Baixinho, danado demais,
Cida corria atrás, não dava paz!
Se ele sumia pra farra aprontar,
Ela chegava fazendo o povo assustar!
Mas no fundo era amor de verdade,
Hoje só resta lembrança e saudade,
Baixinho e Cida, ninguém esqueceu,
Esse casal arretado jamais se perdeu.
(Verso 2)
Cida valente não tinha caô,
Foi buscar o homem onde ele for,
Entrou no puteiro sem pestanejar,
Deu tiro pro alto pra todo mundo olhar!
Só que o destino quis até brincar,
Um tiro na perna fez Baixinho mancar,
E o povo dizia sem acreditar:
“Essa mulher brava nasceu pra amar!”
(Refrão)
Ô Baixinho, danado demais,
Cida corria atrás, não dava paz!
Se ele sumia pra farra aprontar,
Ela chegava fazendo o povo assustar!
Mas no fundo era amor de verdade,
Hoje só resta lembrança e saudade,
Baixinho e Cida, ninguém esqueceu,
Esse casal arretado jamais se perdeu.
(Ponte)
Entre bronca, risada e confusão,
Criaram filhas com força e paixão,
Hoje são memórias pra gente guardar,
Histórias que o tempo não pode apagar.
(Final)
Baixinho brincalhão, Cida valentona,
Viviam a vida na sua maratona,
E lá no céu devem aprontar também,
Porque amor assim não acaba, vai além.
Saudade bate, mas faz sorrir,
Baixinho e Cida sempre vão existir.