*VERSÃO FINALÍSSIMA CORRIGIDA - COM O GENRO*
*[PRA COLAR NO SUNO]*
Modão de viola raiz de treta de família, sogro vs genro, 82 BPM, viola chorando, refrão de churrasco, voz de contador com sotaque do interior do RJ
*[LETRA - O BOI SOSSEGO - A TRETA DO GENRO]*
Acordamos cedo pra pegar no pasto o boi,
Nevoeiro no pasto, bota suja no chão,
Meu avô falou: "Hoje o Sossego vai",
E todo mundo sentiu a tensão.
O dia era de caça, o boi sabia,
Corria no pasto farejando o fim,
Pulava cerca, fugia do laço,
Mas no final caiu pra nós ali.
Levamos pro angico pra levantar,
Pra descarnar do jeito raiz,
Amarramos a corda e fizemos força,
Pra fazer o serviço que o avô sempre quis.
Aí meu avô, velho experiente,
Olhou pro galho e mandou a visão:
"Esse galho não aguenta o Sossego,
Vai quebrar no meio da função!"
O Maurício, genro do meu avô,
Teimoso, pra não dar o braço a torcer,
Gritou: "Que nada, sogro! Aguenta sim!
O senhor tá velho pra entender!"
E o Guru, no meio da briga,
Com a faca na mão pra descarnar,
Gritou: "Que isso, cumpre! Aguenta sim!
Mais fácil a corda partir que esse galho quebrar!"
*[REFRÃO]*
Nós puxamos, puxamos, puxamos,
Com o sogro e o genro a discutir,
E no fundo um barulho que o Guru não esperava,
O angico começando a partir!
A árvore partiu em segundos,
E a bunda do boi voou,
E o Guru que tava embaixo dela,
De cara na bunda do boi beijou!
Saiu o Guru ensanguentado,
Cara vermelha, toda suja de sangue,
O genro calou a boca na hora,
E o meu avô falou: "Eu não falei, mangue?"
O genro Maurício ficou quieto,
Nunca mais discutiu com o sogro,
Porque o Sossego quebrou a árvore,
E fez o Guru beijar a bunda do boi morto!
Hoje lá no pasto tem o toco,
E a história que ninguém esqueceu,
Do sogro que avisou, do genro que teimou,
E do Guru que a bunda do Sossego lambeu!