Vem viajar no tempo, preste muita atenção,
Para gabaritar a prova e virar o campeão!
Da Amazônia ao litoral, a história vai começar,
Pega o caderno e o lápis, que o resumo vai rimar!
Há doze mil anos atrás, num passado bem distante,
O Paleoíndio vivia por aqui a todo instante.
Em bandos com um líder, no capricho e na união,
Caçavam e pescavam para sua sustentação.
Dominavam o fogo, ferramenta de valor,
Pra espantar o perigo, cozinhar e dar calor.
Com a pedra lascada, faziam lâmina e lança,
Cortando couro e carne com extrema segurança.
No litoral ou no rio, um mistério se formou,
O povo do Sambaqui muita concha amontoou!
Era marco de terra, para o povo avistar,
Tinha resto de peixe e ossos para enterrar.
Esculpida na pedra, a arte do zoólito surgia,
Enquanto a Megafauna pelas matas corria.
Preguiça-gigante e tigre-dentes-de-sabre caminhavam,
E hoje pelos fósseis a gente sabe onde habitavam!
Vem viajar no tempo, preste muita atenção,
Para gabaritar a prova e virar o campeão!
Da Amazônia ao litoral, a história vai começar,
Pega o caderno e o lápis, que o resumo vai rimar!
Quando o assunto é a língua, dois troncos vão se destacar:
O Tupi saiu da mata e correu pro litoral ocupar.
Deixou a pipoca, a mandioca e o jacaré de herança,
Palavras que a gente fala desde o tempo de criança!
Mas o Macro-Jê não quis confusão e migrou para o interior,
No Planalto Central e no Sul fincou o seu valor.
Xavante, Bororo e Kayapó plantavam na beira do rio,
Mostrando que a diversidade neste país sempre existiu.
Por volta do ano mil, a Amazônia era um primor,
Com os grandes Cacicados e o cacique mandador.
O povo Marajoara no manejo da água era mestre real,
Construía suas casas sobre o teso, um aterro artificial.
E a cerâmica deles? Que desenho geométrico perfeito!
E os Tapajós faziam vasos com o mesmo respeito.
Estatuetas de animais que a floresta guardava,
Uma das artes mais antigas que o mundo admirava.
Mais acima na América, a Civilização prosperou,
O Maia em cidades-Estado o seu povo organizou.
O Asteca no México era guerreiro de opinião,
E o Inca lá no Sul tinha o Sapa na direção.
Hoje em dia, chamar de "índio" é genérico demais,
Cada etnia tem seu nome, suas línguas ancestrais!
E na escola indígena, além de ler e fazer conta de somar,
Eles estudam sua história e a floresta para preservar!
E assim termina o cordel, com a rima bem certinha,
A matéria tá na mente, a nota dez já é minha!
Da Amazônia ao litoral, você já sabe de tudo,
Agora vai lá na prova e mostra o peso do estudo!