Num beco escuro, entre as pragas,
As coisas mudam de lugar.
Ninguém entende o que se passa
Quando a cidade vai deitar.
(Scat: Shoo-be-doo-ba!)
O Clube dos Gatos de Rua,
Sim, o Clube dos Gatos de Rua!
Ouvindo jazz na boemia,
Vadiando sob a luz da lua.
Meia-Noite era o grande chefe:
Negra pelagem, o rei do lugar.
De chapéu firme e com seu trompete,
Fazia a malandragem ecoar.
(Sons: Pa-pa-pa-daaa!)
Binx era o bicho do ritmo,
Fazia a base no lixo, com cor.
Tinha a classe e o algoritmo
De um mestre de percussão, sim senhor!
(Sons: Dum-tss, tss-da-pum!)
Nix, a gata, soprava o sax,
Seguia o fluxo com perfeição.
Sua performance era o ápice,
Pura arte e improvisação.
(Sons: Bee-bop-weee-oooh!)
Simba dedilhava as cordas,
Grave e melodia em sintonia.
Ficava nisso por horas e horas,
Felino puro, em plena energia.
Tarde da noite, quem diria?
A gangue não estava sozinha...
Corre-corre e gritaria:
— SUJOU! É A CARROCINHA!
(Sons: Skit-dat-de-da-pum!)
Binx bateu no bumbo, um aviso estridente,
Jogou sua lata no ralo do chão.
— "Corre, minha gangue! O perigo está rente!"
E o grupo saltou em total prontidão.
(Sons: Ratataplan-boom!)
Simba, num salto, passou pela fresta,
Levando seu baixo na ponta do dente.
Escalou o muro, fugindo da festa,
Sumindo na sombra, sutil e latente.
(Sons: Zum-zum-bass!)
Nix deu um agudo no seu saxofone,
Um solo de vidro pra desorientar.
O guarda parou, soltou o fone,
Enquanto ela via o telhado virar.
(Sons: Breee-weeee-zaaa!)
Meia-Noite, o mestre, soprou o trompete,
Um som de deboche, um adeus pro vilão.
Piscou pro farol, num estilo que promete,
E desapareceu na escuridão.
(Sons: Ta-ta-ta-daaah!)
O vácuo ficou no silêncio da via,
A rede da rede voltou bem vazia.
A lua sorriu da tamanha audácia:
O Jazz é o dono da noite e da graça!
(Sons: Shhh... Click!)