[Refrão]
Bate na porta? Não...
Fala seu nome? Não...
Quem entra sem chamar...
Nunca volta igual.
Bate na porta? Não...
Fala seu nome? Não...
Quem mente o próprio nome...
Sempre paga o mal.
[Verso 1]
Saiu pra caçar cobra, no escuro do luar,
Só com a sua bengala pra poder capturar.
Andou por muito tempo, sem ninguém encontrar,
Até ver uma casa onde não devia estar.
Casa que ninguém viu...
Casa que ninguém viu...
Casa que ontem não estava...
Mas hoje resolveu ficar.
[Refrão]
Bate na porta? Não...
Fala seu nome? Não...
Quem entra sem chamar...
Nunca volta igual.
[Verso 2]
Entrou sem dar licença, sem ao menos avisar,
No fundo da varanda ouviu alguém chamar.
Um esqueleto vermelho começou a caminhar,
Com dois olhos de fogo prontos pra brilhar.
"Eu sei quem você é..."
"Eu sei quem você é..."
"Eu sei quem você é..."
"Pode se apresentar."
O homem respondeu:
— Meu nome é Gaspar...
[Ponte]
Gaspar... Gaspar...
Mentiroso Gaspar...
Não adianta fugir...
Nem tentar enganar.
Corre... corre... corre...
Corre sem olhar...
Corre... corre... corre...
Ele vai te alcançar.
[Verso 3]
Saiu da casa correndo sem coragem de parar,
Quando olhou pra trás, não havia mais lugar.
A casa tinha sumido como areia sobre o mar,
Mas o medo resolveu com ele caminhar.
Chegou na sua casa...
Sentou pra descansar...
Sobre a velha mesa...
Havia um envelope a esperar.
[Final]
"Quando for invadir a casa dos outros,
no mínimo diz o seu nome...
Falso Gaspar."
[Refrão Final]
Gaspar... Gaspar...
Falso Gaspar...
Quem mente o próprio nome...
Sempre vão lembrar.
Gaspar... Gaspar...
Falso Gaspar...
Quem entra sem licença...
Sempre vai voltar.