[Verse 1]
Lá de Pirapora saiu Fabio Júnior
Com a botina enlameada e o chapéu no lugar
Zé foi de ajudante, carregando a colher
E um saco de farinha que ninguém quis explicar
[Verse 2]
Zé Vicente esperava: “Meu genro, venha cá,
Quero um forno de biscoito pra família reunir”
Fabio mediu a parede, Zé mediu com o olhar
“Se ficar torto, sogrão, dá pra massa escorrer!”
[Chorus]
Sobe barro, roda a massa, põe tijolo no calor
Zé segura a trena e Fabio dá conselho de doutor
Quando o forno acende, todo mundo vem provar
Biscoitinho sai bonito — e o genro vai se gabar!
[Verse 3]
A chuva fez um rio bem no meio do quintal
Zé perdeu uma bota, achou no outro dia
Fabio deu risada: “Isso é teste de fundação!”
Zé Vicente respondeu: “É a obra mais divertida!”
[Bridge]
Mão rachada, roupa suja, café passado no bule
A família trouxe queijo, trouxe prosa e trouxe lenha
Quando a primeira fornada perfumou o terreiro
Até o cachorro sentou, esperando sua senha
[Chorus]
Sobe barro, roda a massa, põe tijolo no calor
Zé segura a trena e Fabio dá conselho de doutor
Quando o forno acende, todo mundo vem provar
Biscoitinho sai bonito — e o genro vai se gabar!
[Outro]
Fabio volta pra Pirapora com orgulho no olhar
Zé Vicente guarda o forno, Zé já quer reformar
“Se chamar pra outra obra, eu só venho se tiver
Café, biscoito quente e almoço pra valer!”