[Intro]
Na agência dos Correios, cedo, fila dobrando
Eu sem rumo, papel amassado na mão
[Verse 1]
Você era um homem de peso, presença na sala
Mas o coração era leve pra quem precisava
Viu meu olhar perdido no balcão de madeira
Disse: “Rapaz, tua história não acaba na carteira”
Eu vinha de um passado sem mapa nem placa
Promessa quebrada, porta fechada na cara
Você me ensinou a chegar, perguntar, insistir
Fez caber um futuro onde eu só via o fim
[Pre-Chorus]
Quando eu não sabia nem por onde andar
Você ficou do meu lado, me fez acreditar
[Chorus]
Hoje eu tô subindo, devo isso a você
Sem tua mão, nem sei o que ia ser
Lá nos Correios você me enxergou
Quando o mundo passou reto, você parou
Eu vou vencer na vida, pode esperar
E cada bem que eu recebi, vou dobrar
[Verse 2]
Lembro do café morno e do envelope azul
Da tua voz calma cortando o meu tumulto
“Faz direito, aprende, não baixa a cabeça
Quem planta com coragem colhe a própria riqueza”
Você pesava no passo, mas nunca no abraço
Dava conselho sem cobrar, abria espaço
Hoje eu corro mais firme, já consigo escolher
E guardo cada palavra que você fez valer
[Pre-Chorus]
Quando eu não sabia nem por onde andar
Você ficou do meu lado, me fez acreditar
[Chorus]
Hoje eu tô subindo, devo isso a você
Sem tua mão, nem sei o que ia ser
Lá nos Correios você me enxergou
Quando o mundo passou reto, você parou
Eu vou vencer na vida, pode esperar
E cada bem que eu recebi, vou dobrar
[Bridge]
Se um dia eu chegar onde eu sonhei chegar
Vou voltar naquela agência pra te encontrar
Não levo discurso, nem favor pela metade
Levo o dobro do cuidado que você me deu de verdade
[Final Chorus]
Hoje eu tô subindo, devo isso a você
Sem tua mão, nem sei o que ia ser
Lá nos Correios você me enxergou
Quando o mundo passou reto, você parou
Eu vou vencer na vida, pode esperar
E cada bem que eu recebi, vou dobrar
[Outro]
Na agência dos Correios, eu lembro de você
O que plantou em mim, eu vou devolver