[Intro]
[Verse]
O orvalho brilha no arame da porteira
E o café coando traz de volta o teu olhar
Lembro bem daquela estrada de poeira
Onde o destino fez a gente se encontrar
Eu sou o campo aberto, o sol de meio-dia
Você é o sereno que descansa no jardim
Em cada traço desse peito habita uma saudosa alegria
De saber que o seu segredo mora em mim
[Chorus]
Nosso jeito de querer é ponte sobre o rio
No silêncio das alcovas a saudade faz morada
É no seu abraço que eu espanto o meu frio
Metades que se encontram no fim de cada estrada
O tempo não apaga o que o sangue escreveu
Sou a voz da serra, você é o luar
Nesse dueto que a vida nos deu
Fomos feitos na medida certa de amar
[Verse]
As madrugadas eram longas e vazias
Mas a lembrança é chama que não quer se apagar
Mesmo longe, entre léguas e agonias
Sinto o toque das suas mãos a me guiar
Sou a lida bruta, o tronco da aroeira
Você é a doçura da fruta no pomar
Nessa varanda a vida inteira é passageira
Mas o nó que nos amarra ninguém pode desatar
[Chorus]
Nosso jeito de querer é ponte sobre o rio
No silêncio das alcovas a saudade faz morada
É no seu abraço que eu espanto o meu frio
Metades que se encontram no fim de cada estrada
O tempo não apaga o que o sangue escreveu
Sou a voz da serra, você é o luar
Nesse dueto que a vida nos deu
Fomos feitos na medida certa de amar
[Chorus]
Nosso jeito de querer é ponte sobre o rio
No silêncio das alcovas a saudade faz morada
É no seu abraço que eu espanto o meu frio
Metades que se encontram no fim de cada estrada
O tempo não apaga o que o sangue escreveu
Sou a voz da serra, você é o luar
Nesse dueto que a vida nos deu
Fomos feitos na medida certa de amar
[Outro]